[{"content":"\nVitor Blazius é médico psiquiatra (HCPA-UFRGS), apaixonado pela mudança do comportamento humano.\nSua especialidade é psicoterapias, com foco em treinamento de familiares, pois ele acredita que o relacionamento com alguém que ama é o fator que mais tem poder sobre o alcoolismo.\nSeu maior objetivo é ajudar familiares a vencerem o ciclo do alcoolismo de forma duradoura, conquistando um convívio de colaboração, parceria e desenvolvimento.\n​\nCREMERS: 39033 e CRM-PR 32310\nRQE: 31116 RQE: 32262\nCaro leitor:\nPor favor, entenda que os resultados não são típicos. Eu também não estou dizendo que você vai atingir resultados como os apresentados nos estudos de caso ou depoimentos (ou nada parecido com isso). Eu tenho a vantagem de ter praticado esse método nos últimos anos e já tenho um público de alunos consolidado com o resultado da aplicação desse método. Uma pessoa comum que participe de algum evento gratuito ou compre algum curso tende a ter pouco ou quase nada de resultados. Isso não acontece só com cursos. A maioria das pessoas que se matriculam em academia, por exemplo, também tendem a ter pouco resultado, pois resultado implica em trabalho duro, técnica, histórico pessoal, experiência, foco, ética e persistência (muita persistência).\nResumindo, os resultados que eu menciono nessa página são típicos?\nAbsolutamente não.\nSão possíveis? Sim.\nAs orientações se enquadram na categoria de educação. NÃO se trata de um serviço de reabilitação e nem substituem o tratamento médico ou psicológico convencional. Consulte regularmente o seu médico e/ou psicólogo, pois o método de fazer quem você ama parar de beber é complementar à saúde mental.\nEm caso de dúvida, procure um médico psiquiatra.\nClínica de Psiquiatria Dr Blazius © 2020\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/sobre/","summary":"\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Vitor Blazius\" loading=\"lazy\" src=\"/images/vitor.jpg\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eVitor Blazius\u003c/strong\u003e é médico psiquiatra (HCPA-UFRGS), apaixonado pela mudança do comportamento humano.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eSua especialidade é psicoterapias, com foco em treinamento de familiares, pois ele acredita que o relacionamento com alguém que ama é o fator que mais tem poder sobre o alcoolismo.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eSeu maior objetivo é ajudar familiares a vencerem o ciclo do alcoolismo de forma duradoura, conquistando um convívio de colaboração, parceria e desenvolvimento.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e​\u003c/p\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003c/li\u003e\n\u003c/ul\u003e\n\u003cp\u003eCREMERS: 39033 e CRM-PR 32310\u003c/p\u003e","title":"Sobre"},{"content":"IMPORTANTE! ESSES TERMOS DE SERVIÇO REGULAM O USO DESTE SITE DISPONIBILIZADO PELA CLÍNICA DE PSIQUIATRIA DR BLAZIUS (Vitor Blazius). AO ACESSAR A ESSE SITE, VOCÊ ATESTA SEU CONHECIMENTO ECONCORDÂNCIA COM ESSES TERMOS DE USO. ESSES TERMOS DE USO PODEM SER ALTERADOS A QUALQUER TEMPO E SEM AVISO. A UTILIZAÇÃO DESTE SITE APÓS TAIS ALTERAÇÕES ENTREM EM VIGOR CONSTITUI SEU CONHECIMENTO E ACEITAÇÃO DAS MUDANÇAS. POR FAVOR, CONSULTE OS TERMOS DE USO ANTES DE CADA USO PARA AVERIGUAR MODIFICAÇÕES.\nAcesso ao site\nPara acessar a esse site ou alguns dos recursos que ele oferece, pode ser requerido que você forneça alguns detalhes para inscrição ou outras informações. É uma condição de uso deste site que toda a informação que você forneça seja correta, atualizada e completa. 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Além disso, se a versão revisada incluir uma alteração substancial, avisaremos você com 30 dias de antecedência, divulgando o aviso sobre a alteração na página “Atualizações da política” do nosso site. Depois desse aviso de 30 dias, será considerado que você concorda com todas as emendas feitas a essa política.\nImportante:Política de Descadastramento (“Opt-out”)\nO usuário dos nossos serviços pode a qualquer momento deixar de receber comunicações do nosso site. Para tanto basta enviar um email para vblazius@gmail.com indicando o seu desejo de não mais receber comunicações, ou simplesmente clicar no link ‘remover’ ou ‘desuscribirse’ contido no final de cada email.\nComo coletamos informações a seu respeito\nQuando você visita o site vitorblazius.com, coletamos o seu endereço IP e as informações padrão de acesso à web como o tipo do seu navegador e as páginas que acessou em nosso site. 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Você pode desativar o uso de cookies pelo Google acessando o Gerenciador de preferências de anúncio.\nComo protegemos e armazenamos informações pessoais\nAo longo desta política, usamos o termo “informações pessoais” para descrever informações que possam ser associadas a uma determinada pessoa e possam ser usadas para identificar essa pessoa. Nós não consideraremos como informações pessoais as informações que devem permanecer anônimas, para que elas não identifiquem um determinado usuário. Armazenamos e processamos suas informações pessoais em nossos computadores nos e as protegemos sob medidas de proteção físicas, eletrônicas e processuais. Usamos proteções de computador, como firewalls e criptografia de dados, aplicamos controles de acesso físico a nossos prédios e arquivos e autorizamos o acesso a informações pessoais apenas para os funcionários que precisem delas para cumprir suas responsabilidades profissionais.\nComo usamos as informações pessoais que coletamos\nNossa finalidade principal ao coletar informações pessoais é fornecer a você uma experiência segura, tranquila, eficiente e personalizada. Para isso, usamos suas informações pessoais para:\nfornecer os serviços e o suporte ao cliente solicitados;\nprocessar transações e enviar avisos sobre as suas transações;\nsolucionar disputas, cobrar taxas e solucionar problemas;\nimpedir atividades potencialmente proibidas ou ilegais e garantir a aplicação do nosso Contrato do usuário;\npersonalizar, avaliar e melhorar nossos serviços, além do conteúdo e do layout do nosso site;\nenviar materiais de marketing direcionados, avisos de atualização no serviço e ofertas promocionais com base nas suas preferências de comunicação;\ncomparar informações, para uma maior precisão, e verificá-las com terceiros.\nMarketing\nNão vendemos nem alugamos suas informações pessoais para terceiros para fins de marketing sem seu consentimento explícito. Podemos combinar suas informações com as informações que coletamos de outras empresas e usá-las para melhorar e personalizar nossos serviços, conteúdo e publicidade. 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Se suas informações pessoais puderem ser usadas contra essa política, você receberá um aviso prévio);\nAutoridades policiais, oficiais do governo ou outros terceiros quando:\nformos obrigados a isso por intimação, decisão judicial ou procedimento legal semelhante,\nprecisamos fazer isso para estar em conformidade com a lei ou com as regras de associação de cartão de crédito,\nestivermos cooperando com uma investigação policial em andamento,\nacreditamos, de boa fé, que a divulgação das informações pessoais é necessária para impedir danos físicos ou perdas financeiras, para reportar atividade ilegal suspeita ou investigar violações do nosso Contrato do usuário.\nOutros terceiros com seu consentimento ou orientação para tanto.\nNote que esses terceiros podem estar em outros países nos quais a legislação sobre o processamento de informações pessoais seja menos rígida do que a do seu país.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/politica-de-privacidade/","summary":"\u003cp\u003eEsta política descreve as formas como coletamos, armazenamos, usamos e protegemos suas informações pessoais. 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Depois desse aviso de 30 dias, será considerado que você concorda com todas as emendas feitas a essa política.\u003c/p\u003e","title":"Política de Privacidade"},{"content":"Considerações Sobre Possíveis Resultados com o Método ACA Obrigado por visitar nosso site.\nOs produtos e serviços vendidos neste site não devem ser interpretados como uma promessa ou garantia de resultados.\nSeu nível de sucesso em alcançar os resultados do uso de nossos produtos e informações depende do tempo que você dedica aos programas, do seu entendimento das ideias apresentadas, das técnicas serem corretamente utilizadas, das condições de saúde mental de quem você quer ajudar, de seus conhecimentos e habilidades específicas.\nComo esses fatores diferem entre cada indivíduo, não podemos garantir o seu sucesso, nem somos responsáveis ​​por quaisquer de suas ações.\nToda e qualquer declaração prospectiva contida neste site ou em qualquer um dos nossos produtos destina se apenas a expressar nossa opinião sobre os resultados potenciais que algumas pessoas podem alcançar.\nMuitos fatores serão importantes para determinar seus resultados reais, e não damos garantias de que você vai conseguir resultados semelhantes aos nossos, ou de qualquer outra pessoa. Na verdade, nós não damos nenhuma garantia que você vai conseguir quaisquer resultados das ideias e técnicas contidas em nosso site.\nNa medida em que nós incluímos quaisquer estudos de caso ou depoimentos neste site, você pode supor que nenhuma dessas histórias de forma alguma representam a \u0026ldquo;média\u0026rdquo; ou \u0026ldquo;típica\u0026rdquo; experiência do cliente.\nNa verdade, como acontece com qualquer produto ou serviço, sabemos que algumas pessoas vão comprar os nossos produtos, mas nunca usá-los em tudo, e, portanto, não obterão nenhum resultado sequer. Você deve, portanto, assumir que você poderá não obter nenhum resultado com este programa.\nMesmo não dando nenhuma garantia de que nosso produto irá produzir qualquer resultado em particular para você, você ainda pode tirar proveito de nossa política do retorno se você não estiver completamente satisfeito. Em tais casos, você pode solicitar reembolso de acordo com os termos e prazos indicados na nossa política de reembolso descrito na secção Termos e Condições.\nVOCÊ concorda e entende TOTALMENTE que a CLÍNICA DE PSIQUIATRIA DR BLAZIUS NÃO É RESPONSÁVEL POR SEU SUCESSO OU FALHA E NÃO FAZ NENHUMA REPRESENTAÇÃO OU GARANTIA DE QUALQUER NATUREZA QUE NOSSOS PRODUTOS OU SERVIÇOS produzirão resultado particular PARA VOCÊ.\nAs orientações se enquadram na categoria de educação e treinamento. NÃO se trata de um serviço de reabilitação e nem substituem o tratamento médico convencional. Consulte regularmente o seu médico e/ou psicólogo, pois o método de fazer quem você ama parar de beber é complementar à saúde mental. Não desautoriza nem desestimula, de forma alguma, a continuidade do tratamento médico ou psicológico.\nEm caso de dúvida, procure o médico psiquiatra. Só ele é autorizado a fazer diagnósticos e a receitar ou suspender qualquer tipo de medicação. Não automedique nem suspenda qualquer tipo de medicamento ou de tratamento sem a autorização do seu médico psiquiatra.\nOs resultados apresentados são relatos do que já foi possível para pessoas que aplicaram o método e não é uma de garantia de 100% que vá acontecer exatamente igual para todas as pessoas pois depende de muitos fatores, entre eles o quanto o familiar estiver comprometido e dedicado em aplicar o que for ensinado.\nEm caso de suspeita de risco de violência, recomenda-se acionar as autoridades locais e a telefonar para 180. E caso de suspeita de urgências, buscar serviços de pronto-atendimento em saúde da sua região.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/consideracoes-importantes/","summary":"\u003ch3 id=\"considerações-sobre-possíveis-resultados-com-o-método-aca\"\u003eConsiderações Sobre Possíveis Resultados com o Método ACA\u003c/h3\u003e\n\u003cp\u003eObrigado por visitar nosso site.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eOs produtos e serviços vendidos neste site não devem ser interpretados como uma promessa ou garantia de resultados.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eSeu nível de sucesso em alcançar os resultados do uso de nossos produtos e informações depende do tempo que você dedica aos programas, do seu entendimento das ideias apresentadas, das técnicas serem corretamente utilizadas, das condições de saúde mental de quem você quer ajudar, de seus conhecimentos e habilidades específicas.\u003c/p\u003e","title":"Considerações Importantes"},{"content":"Tratamento Personalizado: Por que uma única abordagem não serve para todos\nNo universo do tratamento, seja ele médico, psicológico ou de dependência, é fundamental reconhecer que cada indivíduo é único. As necessidades de uma pessoa não são necessariamente as mesmas de outra. Por isso, é essencial abordar o tema do tratamento com uma perspectiva personalizada.\nDiferentes tipos de suporte Há uma ampla variedade de suporte disponível para aqueles que buscam ajuda. Isso inclui tratamento ambulatorial e internação, reuniões de autoajuda, tratamento para problemas concomitantes, terapia familiar, medicação, conversas com um conselheiro espiritual ou mentor, adoção de rotinas saudáveis de dieta e exercício e até mesmo a exploração de novos hobbies. Em muitos casos, a combinação de várias dessas abordagens pode ser a chave para o sucesso.\nA complexidade do cenário do tratamento O cenário do tratamento é complexo. A necessidade de uma pessoa depende de diversos fatores, como a substância usada (quantidade e duração), as razões subjacentes ao uso, questões médicas e mentais, estágio de vida e o ambiente ao seu redor. Além disso, o acesso a tratamentos de qualidade e os recursos financeiros e de seguro são outras camadas dessa complexidade.\nCada pessoa é única Cada indivíduo que enfrenta um problema de substância é diferente. As famílias ou amigos que se preocupam com eles também têm suas peculiaridades. É fundamental que os profissionais de tratamento reconheçam essas diferenças e ofereçam uma abordagem que atenda às necessidades específicas de cada pessoa. O papel do bom psiquiatra ou psicólogo é adaptar as informações científicas e o tratamentos mais eficaz para a pessoa certa no momento certo.\nQual o tratamento para uma pessoa alcoólatra? O tratamento do alcoolismo varia de pessoa para pessoa, mas geralmente combina terapia, medicamentos e apoio de grupos. O primeiro passo quem dá, é a pessoa que já reconhece que existe um problema. Não espere que o alcoólatra aceite ajuda para você buscar aprender como fazer ele querer parar beber. Na maioria das vezes alcoólatras param de beber sem nenhum tipo de ajuda. Mas sempre que possível, ajuda é bem vinda. O tratamento pode ser ambulatorial, com consultas regulares a um terapeuta ou médico, ou em casos raros, pode exigir uma internação em um centro especializado.\nEncontrando o Tratamento Adequado Quando se trata de buscar ajuda e sustentar a mudança, sabemos que as pessoas precisam de diferentes tipos de apoio, em diferentes estágios do processo de mudança.\nIsso inclui tratamento ambulatorial e internação, reuniões de autoajuda, tratamento para problemas concomitantes, terapia familiar, medicação, conversar com um conselheiro espiritual ou mentor, iniciar rotinas saudáveis de dieta e exercício ou adotar um novo hobby. Ou até mesmo uma combinação de todas essas coisas!\nO cenário do tratamento é complexo e o que uma pessoa precisa depende de várias coisas, incluindo: a(s) substância(s) que está usando (quanto e por quanto tempo), as razões subjacentes ao uso, questões médicas e de saúde mental, fase de vida, e o ambiente ao seu redor.\nO acesso a tratamentos de qualidade e recursos financeiros/seguro são complexidades adicionais. A realidade é que cada pessoa que enfrenta um problema de substância é diferente. Cada família (biológica ou escolhida) que se preocupa com eles também é. Algumas pessoas precisam estar em seu ambiente doméstico para fazer mudanças, enquanto outras precisam se afastar completamente. É crucial que cada pessoa e família que enfrenta problemas de substância reflita sobre as variáveis que são únicas para elas.\nO processo de decidir que tratamento buscar pode ser difícil em um bom dia e ainda mais quando você está assustado ou em crise. Se você é alguém que está procurando tratamento para si mesmo ou para um ente querido, incentivamos que reserve o máximo de tempo possível para entrevistar vários provedores de tratamento e se munir de uma lista de perguntas que ajudarão a compará-los antes de tomar sua decisão final.\nEmbora possa ser tentador buscar pelos “melhores centros de reabilitação”, recomendamos não fazer isso, porque a internet está cheia de serviços de chamada que parecem conectar você a alguém que pode ajudar a encontrar as melhores opções. O que eles não dizem é que provavelmente são pagos por programas específicos para fazer referências e suas sugestões do melhor lugar para você não serão baseadas em nada além do que você pode pagar ou dos benefícios do seu seguro.\nSe possível, tente organizar uma avaliação profissional que pode até ser on-line, pois as pessoas recorrem a substâncias por uma variedade de razões.\nCertifique-se de perguntar sobre as qualificações e abordagem da pessoa que fará a avaliação, pois elas têm um grande impacto nas recomendações que serão feitas. Depois de receber feedback, você pode seguir para explorar as questões subsequentes. Se não conseguir uma boa avaliação, simplesmente prossiga e faça estas perguntas sobre qualquer programa que estiver considerando.\nA seguir, um breve guia sobre o que procurar em um programa de tratamento. As perguntas a seguir ajudarão você a encontrar apoio que se adeque às suas necessidades específicas.\nVou adaptar o texto fornecido para que se encaixe bem em português e esteja contextualizado ao público-alvo do artigo.\nPerguntas a Fazer ao Escolher um Programa de Tratamento Qual é a sua Filosofia de Tratamento? Diferentes programas de tratamento possuem diferentes filosofias sobre como ajudar alguém com problemas de substâncias. Alguns lugares adotam estritamente a abordagem tradicional de 12 passos, enquanto outros adotam uma abordagem cognitivo-comportamental ou de redução de danos. É vital entender a abordagem antes de comprometer-se com um programa específico.\nQuem fornece o tratamento? Quais são as credenciais? E como são supervisionados e treinados? Os programas de tratamento variam muito em relação à formação dos profissionais que têm contato terapêutico diário com os clientes. Ao avaliar programas, pergunte sobre o nível de formação dos profissionais que conduzem grupos e fornecem terapia individual. Se estiver considerando um programa para problemas de saúde mental concomitantes, procure médicos psiquiatra e/ou psicólogos experientes e formados em grandes centros de referência.\nO que são Transtornos Coexistentes? Muitas pessoas com problemas de substâncias têm outros problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade e transtornos de personalidade. É essencial que o programa escolhido possua competência para tratar ambos os problemas.\nQual é a sua opinião sobre medicamentos e com que frequência há acesso a um psiquiatra? Assim como os programas têm diferentes filosofias de tratamento, eles podem ter diferentes visões sobre medicação. Muitos programas são \u0026ldquo;somente abstinência\u0026rdquo;, enquanto outros reconhecem o valor dos medicamentos. Se você ou seu ente querido estiver interessado em opções, pergunte sobre a postura do programa em relação aos medicamentos.\nSe este programa não for adequado para mim/meu ente querido, qual é a política de reembolso? Infelizmente, mesmo após extensa pesquisa e planejamento, às vezes o \u0026ldquo;encaixe\u0026rdquo; não é o certo. Muitos programas exigem pagamento antecipado, e é importante saber como eles lidarão com isso se você decidir que o programa não é adequado. Geralmente uma consulta ao profissional, pode ajudar você a entender melhor sobre o tratamento.\nO curso ACA por exemplo que é um treinamento para esposas de alcoolistas para aprenderem as habilidades para fazer o marido parar de beber mesmo que hoje ele não queira tem políticas de garantia que reduzem o risco de você não gostar e até mesmo de efetividade. Consulte os termos quando for se inscrever.\nComo eles ajudam a desenvolver um plano de acompanhamento? Ao tentar identificar um programa de internação, procure aqueles que ajudarão a construir um programa de acompanhamento claro e de apoio. Também é importante saber como eles vão colaborar com quaisquer profissionais com quem você já tenha trabalhado.\nEsta introdução é apenas a ponta do iceberg sobre o que procurar em um programa de tratamento. Para obter mais informações, recomendo o livro \u0026ldquo;Inside Rehab\u0026rdquo; de Ann Fletcher.\nAbordagens de Tratamento para o Alcoolismo Se, ao navegar em nosso site, você se interessar em encontrar uma abordagem alinhada ao nosso trabalho, recomendamos explorar terapeutas que possuam treinamento nas seguintes áreas. Esses tipos de abordagens são frequentemente referidos como baseados em evidências (ou EBT) para tratar o uso de substâncias e outros comportamentos compulsivos. Para um entendimento mais profundo, considere consultar online com o Dr. Vitor Blazius.\nTerapia Cognitivo-Comportamental (TCC) A TCC é uma abordagem que ajuda as pessoas a aprenderem novas maneiras de pensar e novos comportamentos. O tratamento inclui treinamento em habilidades de comunicação, estratégias de prevenção de recaída, e táticas cognitivas para lidar com pensamentos negativos. É uma terapia pragmática, com foco na resolução de problemas.\nTerapia Comportamental Dialética (TCD) A TCD é uma abordagem comprovada para gerenciar emoções e impulsos. Combina as habilidades da TCC com uma adaptação psicológica de sabedoria e prática budista.\nEntrevista Motivacional (EM) A EM é um estilo colaborativo de conversação e aconselhamento que fortalece a motivação e o compromisso de uma pessoa para mudar. Presta especial atenção na construção de um ambiente respeitoso e empático.\nTerapia de Aceitação e Compromisso (TAC) A TAC se concentra em ajudar os indivíduos a estabelecer um conjunto de processos que promovem maior flexibilidade psicológica e bem-estar.\nAbordagem Convite para Mudança (ACM) A ACM extrai da CRAFT (Treinamento de Reforço Comunitário e Familiar), MI (Entrevista Motivacional) e ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) para capacitar os entes queridos com uma nova compreensão sobre o uso de substâncias.\nTreinamento de Reforço Comunitário e Familiar (CRAFT) CRAFT é um tratamento comportamental e motivacional para famílias baseado na Abordagem de Reforço Comunitário (CRA) empírica. Tem como objetivo envolver o usuário de substâncias no tratamento, treinando comportamentalmente os membros da família.\nConvidando seu marido para de Tratamento O tratamento pode ser uma parte crucial na mudança de comportamento de alguém. Contudo, é importante lembrar que existem diversas formas de obter ajuda e apoio que não envolvem necessariamente um tratamento formalizado.\nMuitas pessoas, mesmo desejando se afastar das consequências do consumo de álcool, podem hesitar em buscar tratamento formal. Para alguns, o primeiro passo pode ser reduzir o consumo ou tentar a abstinência por conta própria. Outros podem buscar um grupo de apoio, enquanto alguns estarão mais abertos a conversar com um terapeuta.\nPor isso, é fundamental que, ao sugerir opções de tratamento, você esteja bem informado. Uma consulta online com o Dr. Vitor Blazius pode ser um excelente ponto de partida. Além disso, o treinamento online \u0026ldquo;Amor Contra Alcoolismo\u0026rdquo; ensina como ajudar o marido a parar de beber, mesmo que ele não queira.\nDicas para Convidar Seu Ente Querido a Buscar Ajuda Ao se preparar para discutir opções de ajuda, lembre-se das seguintes dicas:\nOfereça Várias Opções : Isso aumenta as chances de seu ente querido considerar pelo menos uma delas.\nEvite Pressão e Julgamentos : Pressionar pode torná-los defensivos.\nFale Diretamente Sobre os Interesses Deles : Por vezes, focar nos impactos do consumo excessivo de álcool pode ser mais aceitável do que falar sobre parar completamente.\nPense em Sugestões Viáveis : Um pequeno passo pode ser menos intimidador.\nEscolha o Momento Certo : O timing é crucial. Escolha momentos em que seu ente querido esteja mais aberto à conversa.\nLembre-se, o importante é manter a conexão e continuar conversando. E, se a resposta inicial for \u0026ldquo;não\u0026rdquo;, não se desespere. A jornada para a recuperação é um processo, não um destino.\nO que tira a vontade de beber? Não há uma solução única que funcione para todos. Terapias comportamentais, como a terapia cognitivo-comportamental, podem ajudar a pessoa a identificar gatilhos e criar estratégias para evitar o consumo. Além disso, medicamentos podem ser prescritos por um médico para reduzir a vontade de beber. É muito comum que outras doenças associadas ao consumo de álcool aumentem a vontade de beber, como depressão e ansiedade ocultas.\nQual o médico que cuida do alcoolismo? O médico especializado no tratamento do alcoolismo é o psiquiatra. Ele pode avaliar a gravidade do problema e indicar o melhor tratamento. Se você está buscando uma recomendação, sugiro uma consulta online com o Dr. Vitor Blazius.\nOnde posso procurar ajuda para parar de beber? Existem muitos recursos disponíveis, desde grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos, até tratamentos médicos e terapêuticos. Uma excelente opção é o curso \u0026ldquo;Amor Contra Alcoolismo\u0026rdquo;, um treinamento online em que o Dr. Vitor ensina como fazer o marido parar de beber.\nComo ajudar alguém a se livrar do álcool? Apoio, compreensão e paciência são essenciais. Incentive a pessoa a buscar ajuda profissional e mostre-se disposta a participar do processo. Para aprofundar neste tema, confira os vídeos:\nComo convencer o alcoolista a aceitar tratamento\nVale a pena dar remédio escondido?\nExiste algum remédio eficaz para fazer a pessoa parar de beber?\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/o-que-e-alcoolismo-como-identifica-lo-e-tratamentos/","summary":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eTratamento Personalizado: Por que uma única abordagem não serve para todos\u003c/strong\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eNo universo do tratamento, seja ele médico, psicológico ou de dependência, é fundamental reconhecer que cada indivíduo é único. As necessidades de uma pessoa não são necessariamente as mesmas de outra. Por isso, é essencial abordar o tema do tratamento com uma perspectiva personalizada.\u003c/p\u003e\n\u003ch3 id=\"diferentes-tipos-de-suporte\"\u003eDiferentes tipos de suporte\u003c/h3\u003e\n\u003cp\u003eHá uma ampla variedade de suporte disponível para aqueles que buscam ajuda. Isso inclui tratamento ambulatorial e internação, reuniões de autoajuda, tratamento para problemas concomitantes, terapia familiar, medicação, conversas com um conselheiro espiritual ou mentor, adoção de rotinas saudáveis de dieta e exercício e até mesmo a exploração de novos hobbies. Em muitos casos, a combinação de várias dessas abordagens pode ser a chave para o sucesso.\u003c/p\u003e","title":"O que é alcoolismo? Como identificá-lo e tratamentos"},{"content":"Quase todos bebem só no final de semana. Tem uma vida que aparenta ser normal. Quando falamos em alcoolismo, muitas vezes pensamos apenas no indivíduo que sofre com a doença. No entanto, as repercussões desse vício ultrapassam os limites pessoais, afetando intensamente aqueles que estão ao redor, em especial as esposas de maridos alcoólatras. Para essas mulheres, a batalha contra o alcoolismo é diária e requer uma abordagem compreensiva, informada e eficaz.\nQuando a pessoa é considerada alcoólatra? De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), alcoolismo, ou transtorno por uso de álcool, é caracterizado por um padrão de consumo que prejudica a saúde, as funções pessoais e sociais. Isto inclui tanto o consumo excessivo em uma única ocasião quanto o uso contínuo que leva a uma dependência.\nNesse vídeo abaixo eu explico mais sobre como reconhecer sinais de alcoolismo no seu marido.\nSegundo a 5ª edição do Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders , DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria (APA, na sigla em inglês), os transtornos relacionados ao uso de álcool são definidos como a repetição de problemas decorrentes do uso do álcool que levam a prejuízos e/ou sofrimento clinicamente significativo, cuja gravidade varia de acordo com o número de sintomas apresentados, conforme quadro 1.\nQuadro 1. Critérios para transtornos relacionados ao uso de álcool DSM-5\nA versão anterior do manual, DSM-IV, permanece como referência e ainda é amplamente utilizada. Nela, havia a distinção entre dois transtornos: abuso e dependência, com critérios específicos para cada um, conforme quadro comparativo abaixo (quadro 2). Nota-se que na nova edição as principais mudanças foram:\n• Unem-se ambos diagnósticos de abuso e dependência em um único, intitulado “transtornos relacionados ao uso de substâncias”, com classificação de gravidade em três níveis (leve, moderada e grave);• O critério de “problemas legais recorrentes relacionados ao uso da substância”, anteriormente utilizado para o diagnóstico de abuso, foi retirado;• Incluiu-se o critério de fissura (“craving”), que é o forte desejo ou urgência em consumir a substância.\nQuadro 2. Comparação dos critérios diagnósticos: DMS-IV e DSM-5 *\n*Adaptado de NIAAA, 2013.\nQual a diferença entre alcoolista e alcoólatra? A terminologia pode ser um pouco confusa, mas, na prática, \u0026ldquo;alcoolista\u0026rdquo; e \u0026ldquo;alcoólatra\u0026rdquo; são termos frequentemente usados de forma intercambiável para se referir a alguém que tem uma dependência de álcool. No entanto, a palavra \u0026ldquo;alcoólico\u0026rdquo; pode também se referir simplesmente a algo que contém álcool, enquanto \u0026ldquo;alcoólatra\u0026rdquo; é mais específico para a condição da dependência. \u0026ldquo;Alcoólatra\u0026rdquo; costuma estar muito carregado de preconceitos e erros como a ideia de que a pessoa \u0026ldquo;ama\u0026rdquo; ou \u0026ldquo;idolátra\u0026rdquo; o álcool, o que é muito longe da realidade. O prazer que a pessoa sente com o álcool é justamente um sintoma da doença do alcoolismo que distorce a forma que ele enxerga o mundo e o que realmente importa na vida.\nEntendendo \u0026ldquo;Alcoólatra\u0026rdquo; e \u0026ldquo;Alcoólico\u0026rdquo; A etimologia da palavra alcoólatra se origina do termo árabe para álcool e do grego “latria”, que denota \u0026ldquo;adoração\u0026rdquo;. Assim, alcoólatra é aquele que tem uma devoção ao álcool, isto é, um indivíduo viciado em bebida alcoólica.\nPor sua vez, a entidade conhecida como Alcoólicos Anônimos poderia ser mais apropriadamente nomeada \u0026ldquo;Alcoólatras Anônimos\u0026rdquo; ou \u0026ldquo;Alcoolistas Anônimos\u0026rdquo;. A substituição do termo alcoólatra por alcoólico, em muitos contextos, é quase um eufemismo. Isto é, opta-se por uma expressão mais branda para evitar a conotação mais pesada e negativa associada ao termo alcoólatra, que frequentemente é interpretado como alguém com uma doença crônica e sem esperança de recuperação.\nEufemismos são comuns em nossa língua e são utilizados por diversos motivos, desde evitar grosserias até atenuar ou suavizar a realidade de certas situações. Por exemplo, expressões como \u0026ldquo;faltar com a verdade\u0026rdquo; em vez de mentir, ou \u0026ldquo;descansar\u0026rdquo; ao invés de morrer.\nNa origem, \u0026ldquo;alcoólico\u0026rdquo; atua como um adjetivo que descreve algo relativo ou contendo álcool. Por isso, temos o termo \u0026ldquo;bebidas alcoólicas\u0026rdquo;. No entanto, é digno de nota que dicionários de referência, como o Aurélio e o Houaiss, também aceitam alcoólico como um termo intercambiável com alcoólatra.\nDito isso, a escolha de \u0026ldquo;Alcoólicos Anônimos\u0026rdquo; não é incorreta, mas sim uma opção mais palatável e menos carregada. E ainda temos \u0026ldquo;alcoolista\u0026rdquo;, menos comum, mas que também serve como alternativa a alcoólico e alcoólatra.\nO que leva ao vício no álcool? O vício em álcool é multifatorial e pode ser influenciado por:\nGenética : Algumas pesquisas, incluindo estudos do NIH (National Institutes of Health), sugerem que a predisposição genética pode tornar certos indivíduos mais suscetíveis ao alcoolismo.\nAmbiente : Estar em um ambiente onde o consumo de álcool é frequente e normalizado pode aumentar o risco.\nSaúde Mental : Transtornos como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático podem levar ao uso excessivo de álcool como forma de automedicação.\nPressão Social : Em sociedades onde beber é uma atividade social comum, a pressão para participar pode ser um fator.\nQuais os sinais e sintomas do alcoolismo? Os sinais variam, mas comumente incluem:\nConsumo frequente e excessivo de álcool.\nNegligenciar responsabilidades em casa ou no trabalho devido ao consumo.\nUso de álcool em situações perigosas, como ao dirigir.\nTolerância aumentada, necessitando de mais álcool para obter o mesmo efeito.\nAbstinência quando não se consome álcool, apresentando sintomas como tremores, náusea e suor excessivo.\nPara aquelas que percebem esses sinais em seus maridos e desejam apoio especializado, consultar online com o Dr. Vitor Blazius pode ser um passo fundamental. Ele é especialista no assunto e tem vasta experiência em ajudar casais a enfrentar o alcoolismo.\nAdemais, para aprofundar ainda mais seus conhecimentos e obter ferramentas práticas, considere entrar para a lista de espera do curso \u0026ldquo;Amor Contra Alcoolismo\u0026rdquo;, um treinamento online onde o Dr. Vitor ensina sobre como lidar com um marido alcoólatra e incentivá-lo a buscar tratamento.\nHistórias como a da Priscila, dão esperança a esposas que sofrem com o alcoolismo do marido e querem poder viver bem no casamento, preservando a família.\nConclusão O alcoolismo é uma doença que exige compreensão, suporte e, acima de tudo, informação. As mulheres que enfrentam a dura realidade de ter um marido alcoólatra não estão sozinhas e, com os recursos certos e apoio especializado, é possível encontrar um caminho de cura e recuperação.\nReferências: American Psychiatric Association – APA, 1994. Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM-IV), Fourth Edition. Washington: American Psychiatric Association.American Psychiatric Association – APA, 2013. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition. Arlington, VA: American Psychiatric Association.National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism – NIAAA, 2013. Alcohol Use Disorder: A Comparison Between DSM-IV and DSM-5. NIH Publication No. 13-7999.Organização Mundial da Saúde – OMS, 2010. International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems 10th Revision (ICD-10) Version 2010\n**\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/alcoolismo-o-que-e/","summary":"\u003cp\u003eQuase todos bebem só no final de semana. Tem uma vida que aparenta ser normal. Quando falamos em alcoolismo, muitas vezes pensamos apenas no indivíduo que sofre com a doença. No entanto, as repercussões desse vício ultrapassam os limites pessoais, afetando intensamente aqueles que estão ao redor, em especial as esposas de maridos alcoólatras. Para essas mulheres, a batalha contra o alcoolismo é diária e requer uma abordagem compreensiva, informada e eficaz.\u003c/p\u003e","title":"Alcoolismo | O que é?"},{"content":"Você já se perguntou por que algumas pessoas têm tanta dificuldade em aceitar que estão erradas?Talvez você já tenha vivenciado alguma dessas situações em que o alcoolista errou e não admitiu seu erro:\nFaltar a compromissos importantes : O alcoolista pode ter dificuldade em admitir que faltou a um compromisso importante, como um evento familiar ou profissional. Como casamentos, formaturas e aniversários.\nNegligência familiar: O alcoolista pode terdificuldade em admitir que negligenciou sua família devido ao seu vício em álcool. Eles podem sentir que precisam esconder sua dependência de seus entes queridos para evitar julgamentos ou confrontos.\nDirigir após beber: O alcoolista pode ter dificuldade em admitir que dirigiu sob a influência de álcool e colocou sua vida e a de outras pessoas em perigo.\nTerchegado em casa bêbado e começado uma briga com o cônjuge ou filhos.\nTer gastado todo o dinheiro da família em bebida alcoólica e não assumir a responsabilidade pelos problemas financeiros resultantes.\nTer feito promessas de parar de beber ou de buscar tratamento, mas nunca seguir adiante com essas promessas.\nQuando um alcoolista não admite o erro, os familiares podem experimentar uma ampla variedade de emoções. Algumas das emoções mais comuns incluem:\nFrustração : Os familiares podem sentir que estão presos em um ciclo interminável de comportamentos destrutivos, onde o alcoolista comete um erro, nega-o e depois repete o comportamento novamente.\nTristeza : Aqueles que amam o alcoolista podem se sentir profundamente tristes ao ver alguém que eles amam se comportar de maneiras prejudiciais e auto-destrutivas.\nRaiva : Os familiares podem sentir raiva do alcoolista por causa de seus erros, especialmente se esses erros tiverem consequências graves.\nDesespero : Os familiares podem sentir que estão perdendo a batalha contra o alcoolismo e podem se sentir desesperados em relação à situação.\nCulpa : Alguns familiares podem se sentir culpados, achando que poderiam ter feito mais para ajudar o alcoolista.\nEssas emoções podem ser intensas e podem afetar significativamente o bem-estar emocional e mental dos familiares do alcoolista. É importante que eles encontrem maneiras saudáveis ​​de lidar com essas emoções e com essas situações para poderem seguir cuidando de si e até fazer quem ama parar de beber.Entender sobre o problema pode ser um primeiro passo.\nPorque não admite seus erros?\nO livro \u0026ldquo;Mistakes were made (but not by me): Why we justify foolish beliefs, bad decisions, and hurtful acts\u0026rdquo; (em português: \u0026ldquo;Erros foram cometidos (mas não por mim): por que justificamos crenças tolas, decisões ruins e atos prejudiciais\u0026rdquo;) da psicóloga social Carol Tavris e do psicólogo social Elliot Aronson, apresenta uma análise fascinante sobre a forma como as pessoas se justificam quando cometem erros ou tomam decisões ruins.\nUm dos principais aprendizados do estudo é que os seres humanos têm uma forte tendência a proteger suas autoimagens, a fim demanter uma sensação positiva de si mesmos. Para fazer isso, muitas vezes justificam seus erros ou decisões ruins, mesmo que isso signifique ignorar fatos ou informações objetivas.\nEssa tendência é conhecida comodissonância cognitiva e é um processo psicológico complexo em que as pessoas buscam reduzir a tensão ou conflito entre suas crenças, valores e ações. Quando alguém percebe que suas ações estão em desacordo com suas crenças e valores, a dissonância cognitiva ocorre e as pessoas tendem a buscar justificativas para suas ações para reduzir a tensão que sentem.\nNo entanto a capacidade de admitir erros e falhas é fundamental para o crescimento e aprendizado pessoal e profissional. No entanto, muitas vezes as pessoas têm dificuldades em reconhecer e aceitar seus erros por causa de sua autoimagem positiva e da tendência à dissonância cognitiva.\nEstudos como os de Davidson, R. J., \u0026amp; Begley, S. (2012). The emotional life of your brain. Penguin, mostram que a região do cérebro conhecida como amígdala , que desempenha um papel fundamental na resposta emocional, pode ser ativada quando somos confrontados com um erro. Isso pode levar a sentimentos de vergonha, culpa e medo, o que pode tornar difícil aceitar e lidar com o erro. No entanto, o córtex pré-frontal, que é responsável pelo pensamento racional e tomada de decisões, é essencial para superar essa resistência.Há um estudo mais recente publicado em 2020 na revista científica PLoS One por Chavan et al. que examinou a relação entre a atividade cerebral e a aceitação de erros em indivíduos saudáveis. Os resultados sugerem que a aceitação de erros está relacionada com a atividade da rede neural envolvida no processamento de informações sobre conflito e controle de erros.\nO uso excessivo de álcool pode prejudicar várias áreas do cérebro, incluindo a rede de controle executivo. Estudos mostram que o consumo crônico de álcool está associado a alterações estruturais e funcionais no córtex pré-frontal e no córtex cingulado anterior, áreas-chave dessa rede neural.\nComo você, familiar, pode fazer ele encarar seus erros para realmente aprender com as experiência e evoluir em direção a parar de beber?\nA boa notícia é que existem maneiras práticas e eficazes de abordar essa questão e ajudar o alcoólatra a reconhecer seus erros. E é sobre isso que eu quero conversar com você.\nUm estudo publicado no Journal of Substance Abuse Treatment descobriu que indivíduos que receberam feedback não confrontacional foram mais propensos a reconhecer seus problemas com o álcool e a buscar ajuda em comparação com aqueles que receberam feedback confrontacional. [1] Outro estudo, publicado no Journal of Consulting and Clinical Psychology, descobriu que a abordagem não confrontacional levou a uma maior redução no consumo de álcool em comparação com a abordagem confrontacional. [2]\n[1] Miller, W. R., \u0026amp; Rollnick, S. (2013). Motivational Interviewing: Helping People Change. Guilford Press.\n[2] Monti, P. M., Colby, S. M., \u0026amp; O\u0026rsquo;Leary, T. A. (2001). Adolescents, alcohol, and substance abuse: reaching teens through brief interventions. Guilford Press.\nAqui vão algumas dicas que podem ajudar nessa situação:\nSeja específico: É importante identificar comportamentos específicos do alcoólatra que estão causando problemas e que você quer confrontar. Em vez de fazer acusações genéricas, seja claro e específico sobre o que está incomodando você.\nSeja descritivo, não julgador: Quando você estiver conversando com o alcoólatra sobre seus erros, evite usar linguagem julgadora ou crítica. Em vez disso, tente usar uma linguagem descritiva e objetiva para que o alcoólatra possa entender claramente o que você está falando.\nUse \u0026ldquo;eu\u0026rdquo; em vez de \u0026ldquo;você\u0026rdquo;: É importante evitar usar acusações e culpas, pois isso pode fazer com que o alcoólatra se sinta defensivo e resistente. Em vez disso, tente usar frases que comecem com \u0026ldquo;eu\u0026rdquo; e descrevam como você se sente ou como as ações do alcoólatra afetaram você.\nSeja empático: Lembre-se de que o alcoólatra está lutando contra uma doença e pode estar passando por momentos difíceis. Tente demonstrar empatia e compaixão durante a conversa, e mostre que você está ali para ajudar e apoiar.\nOfereça ajuda: Em vez de apenas confrontar o alcoólatra com seus erros, ofereça ajuda e suporte para que ele possa se recuperar. Ofereça ajuda para encontrar um tratamento ou terapia, ou sugira participar de grupos de apoio para dependentes químicos.\nEstabeleça limites saudáveis: É importante estabelecer limites saudáveis e proteger sua própria saúde e bem-estar. Se o alcoólatra não está disposto a mudar ou aceitar ajuda, pode ser necessário estabelecer limites claros e se afastar da situação para proteger sua própria saúde mental e emocional.\nLembre-se de que confrontar um alcoólatra com seus erros pode ser uma conversa difícil e que requer muita sensibilidade e empatia. Se possível, busque ajuda profissional de um profissional de saúde mental, psiquiatra ou psicólogo(a) que trabalhe com isso, para orientá-lo nessa conversa.\nJeito não muito eficaz****Jeito mais eficaz\n\u0026ldquo;Você é um alcoólatra e nunca muda, nunca pensa em como eu me sinto.\u0026ldquo;\u0026ldquo;Quando você bebe demais, eu me sinto triste e preocupado com você. Eu gostaria que pudéssemos conversar sobre isso.\u0026rdquo;\n\u0026ldquo;Por que você sempre escolhe o álcool em vez de passar tempo com a família?\u0026ldquo;\u0026ldquo;Eu sinto sua falta e gostaria de passar mais tempo com você. Você pode reduzir a quantidade de álcool que está bebendo para que possamos passar mais tempo juntos?\u0026rdquo;\n\u0026ldquo;Você está sempre bêbado e arruinando nossas comemorações familiares.\u0026ldquo;\u0026ldquo;Eu me preocupo com você e sinto sua falta quando você está bêbado em nossas comemorações familiares. Podemos conversar sobre como podemos tornar esses eventos mais agradáveis para todos?\u0026rdquo;\n\u0026ldquo;Você é uma vergonha para nossa família por causa de seu comportamento alcoólico.\u0026ldquo;\u0026ldquo;Eu amo você e me preocupo com seu bem-estar. Como posso ajudá-lo a lidar com seu consumo de álcool e melhorar seu relacionamento com a família?\u0026rdquo;\n\u0026ldquo;Não consigo acreditar que você continua bebendo depois de tudo o que aconteceu.\u0026ldquo;\u0026ldquo;Como tem sido para você tudo que tem acontecido? Acho que talvez a gente tenha perdido de vista que somos parceiros e que apoiamos um ao outro. O que você acha? Podemos conversar sobre como podemos trabalhar juntos para encontrar soluções?\u0026rdquo;\nClaro que essas são apenas algumas explicações iniciais. No curso ACA eu ensino isso e muito mais com muita profundidade para que você consiga aplicar na vida de forma prática e fazer quem você ama parar de beber sem deixar de cuidar de si.\nMas enquanto não abrem novas vagas para o curso ACA, você quer saber um pouco mais?\nEntão, se você quer aprender a lidar melhor com essa situação tão difícil, você precisa assistir esse live.Tenho certeza de que você vai sair com informações valiosas que vão fazer toda a diferença.\nClique no link abaixo e assista.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/como-fazer-o-alcoolatra-reconhecer-os-proprios-erros/","summary":"\u003cp\u003eVocê já se perguntou por que algumas pessoas têm tanta dificuldade em aceitar que estão erradas?Talvez você já tenha vivenciado alguma dessas situações em que o alcoolista errou e não admitiu seu erro:\u003c/p\u003e\n\u003col\u003e\n\u003cli\u003e\u003c/li\u003e\n\u003c/ol\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eFaltar a compromissos importantes\u003c/strong\u003e : O alcoolista pode ter dificuldade em admitir que faltou a um compromisso importante, como um evento familiar ou profissional. Como casamentos, formaturas e aniversários.\u003c/p\u003e\n\u003col start=\"2\"\u003e\n\u003cli\u003e\u003c/li\u003e\n\u003c/ol\u003e\n\u003cp\u003eNegligência familiar: O alcoolista pode ter\u003cstrong\u003edificuldade em admitir que negligenciou sua família devido ao seu vício em álcool\u003c/strong\u003e. Eles podem sentir que precisam esconder sua dependência de seus entes queridos para evitar julgamentos ou confrontos.\u003c/p\u003e","title":"Como fazer o alcoólatra reconhecer os próprios erros"},{"content":"O bafômetro, também conhecido como etilômetro é um instrumento utilizado para ter uma avaliação objetiva sobre o consumo de álcool. Se seu marido, filho ou familiar bebe demais, será que é útil você usar esse recurso para ele(a) parar de beber?\nÉ isso que eu respondo neste vídeo:\nComo funciona? O funcionamento do teste do bafômetro é simples: a pessoa assopra em um tubo descartável que é conectado ao aparelho que detecta a presença de álcool no corpo do indivíduo.\nNo contexto do trânsito, a lei que criou o teste do bafômetro é a 11.275/06.Posteriormente, foi criada a conhecida Lei Seca em 2008 (lei 11.705/08).Atualmente temos a lei 12.760/12, e tal norma foi criada e aprovada com o objetivo de reduzir o número de acidentes de trânsito causados por condutores alcoolizados.Vale lembrar que essa multa passou a se configurar com qualquer quantidade de álcool no organismo do motorista.\nMas esse recurso também é utilizado em tratamentos ambulatoriais para alcoólatras, alcoolistas ou até mesmo pessoas que simplesmente tem problemas com uso do álcool e precisam parar de beber.\nPor quanto tempo o álcool é detectado neste teste? Isso depende da metabolização do álcool no organismo. Na média o cada dose de álcool (Isto é, uma lata de cerveja, uma dose de destilado ou uma taça de vinho) levam em torno de 1 hora para serem metabolizados. Então se quem você ama bebeu uma lata de cerveja, é possível que o teste não detecte após mais de uma hora. No caso das mulheres o tempo é dobrado, visto que há diferença na metabolização do álcool por produzirem menos a enzima álcool desidrogenase (ADH) —que é liberada pelo fígado e usada para metabolizar (quebrar) o álcool, por isso as mulheres tendem a ficar bêbadas mais rapidamente.\nÉ possível enganar o bafômetro? Há muitas teorias que os motoristas tentaram sem qualquer tipo de sucesso como tomar certos medicamentos ou remédios, colocar um comprimido de permanganato de potássio na boca, fazer o teste sentado, praticar atividades físicas para oxigenar os pulmões antes de soprar o canudo, entre outras totalmente ineficazes.Enganar o bafômetro é totalmente impossível, uma vez que o álcool está presente no sangue e vira vapor em seus pulmões e os aparelhos são sensíveis a ponto de identificar pequenas quantidades de bebida alcoólica.\nUsar ou não usar no seu familiar? De maneira geral, não é recomendado que você faça papel de detetive e fique inspecionando constantemente se ele(a) bebeu.\nMas se por acaso a pessoa que você ama já está no estágio em que quer parar de beber e faz questão de usar para reduzir desentendimentos e te tranquilizar que realmente não bebeu, o bafômetro pode ser usado para ter essa análise objetiva.\nEm situações particulares, em que quem você ama tem problema com álcool mas ainda não quer parar de beber e você tem condições de negociar benefícios ou retirada de benefícios vinculado a sobriedade, com o auxílio de um profissional, psiquiatra ou psicólogo especialista, o bafômetro também pode ser usar como parte de uma estratégia para você fazer quem você ama parar de beber.\nConheça mais sobre como fazer quem você ama parar de beber sem deixar de cuidar de si nos canais do Dr Vitor Blazius.\nDr. Vitor M. Blazius (Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta pela UFRGS)\nCRM-RS: 39033 e CRM-PR 32310. RQE 31116 e 32262.\nAVISO LEGAL\nAs informações contidas neste vídeo não pretende substituir a consulta ao profissional médico ou servir como recomendação para qualquer plano de tratamento.\nDe acordo com o Código de Ética Médica, esse vídeo tem somente caráter educativo, assim como, não são divulgados endereços e telefones de consultório, clínica ou serviço de saúde. Este vídeo foi produzido baseado na experiência do Dr. Vitor Blazius e em seu constante e apaixonado estudo das evidências científicas mais recentes.\nProcure seu médico, em caso de dúvidas.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/usar-ou-nao-bafometro/","summary":"\u003cp\u003eO bafômetro, também conhecido como etilômetro é um instrumento utilizado para ter uma avaliação objetiva sobre o consumo de álcool. Se seu marido, filho ou familiar bebe demais, será que é útil você usar esse recurso para ele(a) parar de beber?\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eÉ isso que eu respondo neste vídeo:\u003c/p\u003e\n\u003ch2 id=\"como-funciona\"\u003eComo funciona?\u003c/h2\u003e\n\u003cp\u003eO funcionamento do teste do bafômetro é simples: a pessoa assopra em um tubo descartável que é conectado ao aparelho que detecta a presença de álcool no corpo do indivíduo.\u003c/p\u003e","title":"Usar ou não Bafômetro?"},{"content":"4 passos para aumentar a força de vontade no alcoolista que você ama top of page\nMenu Blog para familiares de alcoolistas TODOS OS POSTS\nAlcoolismo\nSuperação/ Motivação\nDica do Dia\nBuscar\n4 passos para aumentar a força de vontade no alcoolista que você ama Vitor Marcelo Blazius\n14 de abr. de 2021\n1 min de leitura\nAtualizado: 9 de mai. de 2021\n\u0026ldquo;Vitor, ele nunca vai parar de beber porque ele não tem força de vontade!\u0026rdquo;\n⠀\nISSO É UM MITO!\n⠀\nE eu vou te explicar porque. A psicóloga Kelly McGonigal, autora do livro Os Desafios À Força De Vontade, ministrou um curso bastante popular na Universidade de Stanford dedicado à ideia de que a força de vontade não é um aspecto inalterável do ser humano. Ou você tem ou não tem. A força de vontade funciona como um músculo.\nA força de vontade funciona como um músculo.\nQuanto mais ele é desenvolvido desenvolve, mais poderá ser usado. Mesmo que o alcoolista tenha passado anos a fio cedendo aos próprios impulsos, assim que ele começar a se dedicar a controlar seus impulsos, o cérebro dele vai reagir, vai se desenvolver, através de um mecanismo chamado plasticidade neural.\nAssim como um músculo ele vai gradualmente aumentando a força de vontade.\nE você familiar pode estimular isso nele com atitudes simples como:\nFornecer apoio e mostrar que você acredita no potencial dele.\nComemorar pequenas vitórias. Isso aumenta a dopamina no cérebro dele, que é associada a força de vontade.\nTenha hábitos inspiradores, para que pelo menos alguém no ambiente dele traga um exemplo de força de vontade.\nRecompense pequenas conquistas dele. Podem ser pequenos elogios conforme ele ficar alguns dias sóbrio.\n⠀\nAssim você vai adicionando fermento à força de vontade dele, e verá ela crescendo dia após dia.\n⠀\nEntão quando você pensar que \u0026ldquo;ele é fraco\u0026rdquo;, não pense nisso como uma sentença ou uma previsão sobre o potencial dele. Qualquer fraco pode ficar forte.\nFiz um vídeo falando mais sobre isso:\n⠀\nGostou da dica? Me conta aqui nos comentários.\n⠀\nVitor Blazius, Médico Psiquiatra.\nDica do Dia\nSuperação/ Motivação\nAlcoolismo\nPosts recentes Ver tudo\nAlcoolismo | O que é?\nComo fazer o alcoólatra reconhecer os próprios erros\nUsar ou não Bafômetro?\n.png)\nDr. Vitor Blazius @2021 - Todos os Direitos Reservados - Vitor Blazius - Amor Contra o Alcoolismo - From WWEBDigital bottom of page\nUtilizamos cookies e tecnologias semelhantes para permitir serviços e funcionalidades no nosso site e para compreender a sua interação com o nosso serviço. Ao clicar em Aceitar, você concorda com o uso de tais tecnologias para marketing e análise.Ver a Política de Privacidade\nDefinições de Cookies Aceitar\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/4-passos-para-aumentar-a-forca-de-vontade-no-alcoolista-que-voce-ama/","summary":"\u003ch1 id=\"4-passos-para-aumentar-a-força-de-vontade-no-alcoolista-que-você-ama\"\u003e4 passos para aumentar a força de vontade no alcoolista que você ama\u003c/h1\u003e\n\u003cp\u003etop of page\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 2: Design sem nome (5).png\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/6f239e_2b402c8767014e1bb9ca09c3ec9f9104-mv2.png\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/\"\u003e\u003cimg alt=\"Image 3: AMOR_2-removebg-preview.png\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/6f239e_1358f2b814af41c9a566573115a04ea0-mv2.png\"\u003e\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/post/4-passos-para-aumentar-a-for%C3%A7a-de-vontade-no-alcoolista-que-voc%C3%AA-ama\"\u003e\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003ch2 id=\"menu\"\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/post/4-passos-para-aumentar-a-for%C3%A7a-de-vontade-no-alcoolista-que-voc%C3%AA-ama\"\u003eMenu\u003c/a\u003e\u003c/h2\u003e\n\u003ch2 id=\"blog-para-familiares-de-alcoolistas\"\u003eBlog para familiares de alcoolistas\u003c/h2\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://link.vitorblazius.com/consultablogbanner\"\u003e\u003cimg alt=\"Image 4\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/8787b8_b64a2495e89d4ed0b70da6feeed954ec-mv2.png\"\u003e\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 5: Logototipo_Semana_ACA_LI6__5_-removebg-p\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/6f239e_513c15be132542ed8cab09a765aa1f84-mv2.png\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/amorcontraalcoolismo\"\u003eTODOS OS POSTS\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003c/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/amorcontraalcoolismo/categories/alcoolismo\"\u003eAlcoolismo\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003c/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/amorcontraalcoolismo/categories/supera%C3%A7%C3%A3o-motiva%C3%A7%C3%A3o\"\u003eSuperação/ Motivação\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003c/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/amorcontraalcoolismo/categories/dica-do-dia\"\u003eDica do Dia\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003c/li\u003e\n\u003c/ul\u003e\n\u003cp\u003eBuscar\u003c/p\u003e\n\u003ch1 id=\"4-passos-para-aumentar-a-força-de-vontade-no-alcoolista-que-você-ama-1\"\u003e4 passos para aumentar a força de vontade no alcoolista que você ama\u003c/h1\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 6: Foto do escritor: Vitor Marcelo Blazius\" loading=\"lazy\" src=\"https://lh3.googleusercontent.com/a-/AOh14Gii8ujZU_aOjCtIOjk-2xNiNM9zJ1RdMQg7iXd9bw%3Ds96-c\"\u003e Vitor Marcelo Blazius\u003c/p\u003e","title":"4 passos para aumentar a força de vontade no alcoolista que você ama"},{"content":"Um dos vários mitos que existe sobre pessoas dependentes de álcool é que alcoólatras são pessoas mentirosas, com uma falha de caráter.\nIsso não é verdade, ou pelo menos não é compatível com pesquisas científicas. Isto é, há tantos mentirosos alcoolistas quanto não alcoolistas.\nEntão se você quer fazer quem você ama parar de beber e de alguma forma você sofra com as mentiras, esse artigo foi feito para te ajudar a entender melhor o porque isso acontece e como você pode superar isso em direção a uma vida valiosa para você.\nDizem também que os alcoolistas, por conta de particularidades nos eu caráter, seriam pessoas com altos níveis do mecanismo psicológico da negação. Isto é, seriam pessoas que negam ou rejeitam a realidade, não reconhecendo por conta disso, os prejuízos causados pelo álcool. E essa é outra falácia. Mais de 50 anos de pesquisas não comprovaram isso.\n(Chess, S. B., Neuringer, C., \u0026amp; Goldstein, G. (1971). Arousal and field dependency in alcoholics. Journal of General Psychology, 85(1), 93–102. https://doi.org/10.1080/00221309.1971.992065 )\nMas com frequência os alcoolista podem mentir sim. E existem várias razões para isso.\nNão estou aqui defendendo, dizendo que está tudo bem mentir. Mas acredito que entender as causas, consequências e como mudar isso é muito mais útil e produtivo do que julgar e criticar.\nMas perceba que se quem você ama tem bebido demais, é fácil com que essa pessoa acabe se comportando de maneira de que ela não se orgulha, o que gera um certo estímulo, para esconder tais comportamentos de que não se tem muito orgulho.\nPor outro lado, mentiras são ferramentas que quase todos usam em algum momento para tentar reduzir emoções negativas nos outros. É um comportamento tão humano que uma criança, assim que começa a ter condições, começa já a contar pequenas mentirinhas. É até um sinal de saúde da criança. Quando você já sabe que se você contar a verdade, a reação da outra pessoa vai ser muito negativa, pode ser tentador mudar um pouco a história, pra evitar lidar com isso.\nÉ possível que o alcoolista que você ama no fundo se sinta bastante mal em relação a forma com que ele vem bebendo e as coisas que ele tem feito. Talvez essa pessoa esconda isso mas no fundo talvez esteja pelo menos um pouco confuso, assustado ou com raiva. Talvez um pouco de tudo isso. E isso talvez esses sentimentos colaborem para que essa pessoa que você ama, tente esconder parte da realidade de você. Principalmente nos estágios iniciais da mudança (Pré-contemplação e contemplação - estágios em que a pessoa se encontra com pouco ou nenhuma intenção de mudar naquele momento).\nO que eu sei que pode ser muito frustrante para você e até difícil de compreender. Quem sabe isso até desperte em você uma sensação de decepção e talvez você possa até entender isso como uma ofensa pessoal. E para te ajudar a não cair nessa armadilha que, acredito que vai te trazer mais sofrimento do que benefício, quero te convidar para fazer um pequeno exercício.\nImagine a seguinte situação. Que alguém que você ama fica muito chateado com algum comportamento seu. Vamos imaginar algo que você não reconheça como um problema necessariamente, como por exemplo: comer chocolates demais. Imagine que você esteja comendo vários chocolates diariamente, o que você não enxerga como problemático. Mas seus amigos e sua família começam a se preocupar e advertir a parar de comer chocolates. E aí, você talvez fique com a sensação é de que todo mundo está de olho, que exista muita pressão. E ao mesmo tempo você não concorde com os argumentos dessas pessoas. Talvez você até no seu íntimo considere que possa ser melhor reduzir os chocolates, mas não tem tanta convicção de que quer mudar esse comportamento pelo menos no momento atual.\nNão estou falando aqui de negação do problema, e sim de ambivalência. De por um lado não quer, mas por outro lado querer mudar. Você já reparou como isso acontece? Qualquer pessoa que seja um pouco mais atenta aos próprios comportamentos certamente conseguirá reconhecer esse dilema em si em algum momento da vida. (Um dilema de mudança. Mas isso já é assunto para outro momento).\nOu pior, imagine que você já disse que ia mudar, mas daí acabou recaindo nos velhos hábitos. E as pessoa começam a te cobrar porque você disse que queria mudar, mas no momento não acha que precisa tanto ou talvez não se sinta tão capaz de mudar isso agora.\nDe qualquer forma se por qualquer razão seus amigos e sua família estiverem colocando muita pressão para você mudar seu comportamento, as chances são de que você ira sentir pelo menos um certo impulso para convencer a todos que não tem porque eles se preocuparem tanto, pra aliviar essa pressão.\nEu não sei se você se identificou com esse exercício. Mas de qualquer maneira, entenda o conceito aqui. Não necessariamente a mentira é um sintoma de falta de amor ou falta de caráter. A reflexão que quero trazer é que por trás de uma mentira, costuma existir uma complexidade, uma profundidade que ao ser compreendida, pode trazer caminhos mais produtivos para você e quem você ama.\nQuem sofre de alcoolismo além desses mecanismos relacionados ao dilema da mudança, precisa lidar também com o estigma social. A sociedade de forma geral, apesar de exagerar na importância que dá ao consumo de bebidas alcoólicas, condena e critica muito pessoas que desenvolvem a doença da dependência ao álcool.\nO que gera também um componente de vergonha. Ninguém quer se identificar como um “alcoólatra”, até pela reação que isso pode causar nas pessoas. Preconceito mesmo.\nE muitas vezes a mentira acaba se afundando num ciclo vicioso. Uma vez que você mentir, a tendência é ter que contar outras mentiras para que ninguém perceba que você mentiu. Pra que você não tenha que lidar com a vergonha por ter mentido.\nE o ciclo vai se repetindo.\nEntão se quem você ama também está envolvido em mentiras, como você deveria falar com ele para que ele fale a verdade para que você seja capaz de ajudar ele? Ou para ajudar ele a querer mudar o próprio comportamento? Como você poderia lidar com uma pessoa que você suspeita que está presa nesse ciclo de mentiras? Como você poderia conversar com alguém quando você não pode confiar no que ele está dizendo?\nPrimeiro eu vou falar sobre o que não fazer.\nNão tente provar que ele está mentindo a todo custo. Tentar desmascará-lo só vai fazer ele sentir mais vergonha e ter a tendência a evitar mais ainda a verdade.\nE outro alerta que eu te daria seria para você não enfatizar no quanto parece obrigatório que essa pessoa te diga sempre a verdade em relação ao consumo de álcool dela. Isso mesmo. Por mais contra intuitivo que isso pareça, não focar a atenção da mentira, mas sim na solução do problema, costuma trazer menos mentiras e mais solução.\nEntão quando você for conversar sobre algum problema cuja mentira está envolvida comece pensando:\nQual é o seu objetivo nessa conversa.\nO que você quer tirar dessa conversa?\nVocê quer que ele simplesmente escute seus pensamentos e preocupações?\nExiste algum comportamento específico que você gostaria de ver nele?\nO que você espera que ele compartilhe com você e porque?\nComo essa informação seria útil para você?\nVocê tem a intenção de manter uma comunicação mais aberta ao longo do tempo com essa pessoa?\nCada objetivo desses exigirá que você se comunique de forma diferente.\nSabendo onde você quer chegar, é possível se concentrar na forma em que você irá se comunicar independente do que o outro irá dizer. Por exemplo, se depois de alguns dias você souber que seu esposo passou no bar e tomou algumas cervejas antes de ir para casa e depois chegou dizendo que veio direto do trabalho. É importante aqui você compreender qual é a função desta mentira. Perceba como é fácil você começar a ter diversos pensamento imprecisos ou inúteis. Como \u0026ldquo;ele não se importa comigo\u0026rdquo; ou \u0026ldquo;se ela me amasse mesmo, diria sempre a verdade\u0026rdquo;.\nEntenda a mentira como um erro. Sim, é um erro e um sinal de que existe um problema. Mas não é necessariamente pra te machucar que essa pessoa mentiu. Cuidado para não alimentar pensamentos de que o outro é um egoísta, que não está pensando no seu lado da história.\nComo eu disse a pouco, pode ser que ele simplesmente esteja ambivalente quanto a parar de beber que queira evitar ter uma briga com você. No momento. Não significa que será sempre assim. E tentar apagar fogo com fogo, não tende a funcionar.\nO que você poderia fazer?\nVocê poderia avisá-lo de que você faria o seu melhor para controlar seus sentimentos para conversar sobre isso calmamente e avisar quais são suas intenções. Por exemplo de que vocês possam se sentir a vontade para falar um com o outro sobre o que quer que aconteça.\nE também seria útil você reforçar o comportamento de falar a verdade. Por exemplo: agradecendo por pela honestidade.\nSe você quiser simplesmente expressar seus sentimentos, dizer que você tem medo e que você quer ver ele bem e saudável, você pode praticar fazer isso de uma não agressiva, de uma forma assertiva.\nSe você quer que ele tenha um comportamento mais específico, tipo chegar em casa direto do trabalho, como deveria ser sua comunicação? E o que ele acha que iria ganhar mudando esse comportamento? Focar nos benefícios geralmente aumenta as chances algo ser feito de boa vontade.\nPerceba que focar somente no fato de que houve uma mentira, tende a te afastar dos teus objetivos de trazer mudanças positivas para a vida de vocês. E acima de tudo, para você mesmo.\nEntão dessa forma além de estar influenciando com a sua forma de se comunicar, você também estará incentivando o comportamento de honestidade, através das suas atitudes, como a de controlar suas emoções e de reconhecer o valor de ele falar a verdade, por exemplo agradecendo.\nAgradecer pode parecer inútil, ou pouco. Mas ter esse hábito de reforçar as coisas positivas quando elas acontecem, mesmo quando são pequenas, é um estímulo para que elas crescerem no relacionamento de vocês.\nPor conta desse conflito todo do alcoolismo, pode ser que ele fique sempre na defensiva por achar que vai ser sempre criticando e que nada do que ele faz de bom será percebido mesmo. Então ao falar com você, mesmo esses pequenos gestos, vão estimulando ele a se abrir mais e que vocês possam conversar mais sobre as coisas que acontecem e, assim poderem agir de formas colaborativas. Caso mesmo assim ele não fale a verdade, então já estamos falando sobre limites. Você irá precisar esclarecer para si e para ele quais são os seus limites. O que você irá fazer nos casos em que você souber que ele está mentindo ou que você suspeite que ele está mentindo?\nA ideia aqui não é ser punitivo, e sim justo.\nE manter na cabeça quais são seus objetivos. Que é manter a honestidade na comunicação de vocês? É se certificar de que essa pessoa se importa com você? É se certificar que essa pessoa está sendo capaz de se cuidar?\nBusque entender qual seria a função dessa mentira? Ele está mentindo por qual razão? O que ele perderia falando a verdade? Porque ele acha que não vale a pena falar a verdade?\nSerá vale a pena, neste momento, você impor de forma tão intensa que ele mude? Será que isso seria produtivo? Lembre que a proposta aqui é fazer um convite para a mudança e não exigi-la.\nSe ele fizer algo que ultrapasse os limites do que você considera aceitável para o relacionamento de vocês, isso precisa ser discutido, mas com flexibilidade.\nTenha em mente de que a honestidade depende também de retomar a confiança no relacionamento, e se você ao longo do tempo o criticou de forma agressiva muitas vezes, pode ser que essa confiança precise de um pouco mais de tempo para se desenvolver.\nQuero deixar claro aqui que eu não estou dizendo que você é culpado pelas mentiras do alcoolista. Pelo contrário, eu não acredito que procurar culpados vá ajudar qualquer um de vocês. A ideia aqui é te ajudar a refletir sobre como você pode trazer mais luz para sua própria vida. E na medida em que for um desejo seu, fazer quem você ama parar de beber. Isto é, através do desenvolvimento das suas habilidades, usar o seu poder para estimular um ambiente de mudança, de crescimento para você e para quem você ama.\nDeixa eu ilustrar isso com uma história de uma aluna minha, talvez você se identifique ou que isso te ajude a entender melhor sobre o que estou explicando. Ela sofria muito e se sentia frustrada porque seu filho costumava mentir para ela. As vezes eram pequenas mentiras sobre onde ele ia, outras ele simplesmente dizia que não havia bebido mesmo quando isso era óbvio para ela. E ao longo do tempo ela sempre repetia o mesmo enredo com ele. Ela o criticando e dizendo o quanto era errado ele mentir e ele se afastando e minimizando o problema. Era quase automático, ela fazia sem pensar. Quando ela suspeitava que ele estava escondendo algo ela já levantava a voz e reclamava exaltada. Conforme ela foi se dando conta de si mesma e das reações que tinha ao comportamento do filho, ela pode começar a fazer pequenos testes na mudança da própria reação. E ela descobriu que um dos fatores que levava o filho a mentir era justamente porque ele não queria ter que lidar com o \u0026ldquo;esporro\u0026rdquo; da mãe. Por 2 razões, segundo ele. A primeira era que ele não queria ser incomodado, ele achava que poderia resolver as coisas sozinho ou que não era de fato um problema o que ele vinha fazendo. E a segunda é que ele não queria causar sofrimento para a mãe e na cabeça dele, esconder os problemas era uma forma de proteger a mãe do sofrimento.\nEla me contou que se espantou ao perceber que o filho se sentia assim, porque para ela não fazia sentido. Uma vez que ela enxergava a situação de uma maneira bastante diferente. Para ela, o que aparentemente mais trazia sofrimento era justamente ele mentir. Mas isso deu a ela uma chance de pensar mais profundamente. Ela se deu conta de que ele falar a verdade para ela sempre que bebia não era o que ela realmente precisava. O que ela realmente queria era que ele parasse de beber. E ela achava que o veículo para isso seria ele parar de mentir. Mas não foi. Muito pelo contrário, a pressão e a busca incessante pela \u0026ldquo;verdade absoluta\u0026rdquo; só estava fazendo um perder a confiança no outro e o diálogo deles piorar a cada dia. Porque, de fato, a verdade nas relações está mais perto da conexão real e da auto responsabilidade, do que da pressão e do controle. E no caso dela um dos obstáculos era o conflito em excesso, mas isso pode acontecer pelo oposto também, pela ausência de conflito, por sempre ir varrendo tudo pra baixo do tapete.\nDe qualquer forma, hoje, até a última vez que nos falamos ela não lembrava mais de quando havia sido a última vez que ele tinha mentido ou bebido. E ela finalmente pode sentir que, ela nunca havia sido o problema, mas que ela era e foi (e é) parte da solução.\nSe você quiser saber mais sobre como lidar com as mentiras do alcoolista para fazer quem você ama parar de beber, você pode assistir esse vídeo que eu gravei:\nGostou desse conteúdo? Ficou com alguma dúvida? Comenta aqui abaixo. Vou adorar saber de você.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/acabando-com-as-mentiras-do-alcoolatra/","summary":"\u003cp\u003eUm dos vários mitos que existe sobre pessoas dependentes de álcool é que alcoólatras são pessoas mentirosas, com uma falha de caráter.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eIsso não é verdade, ou pelo menos não é compatível com pesquisas científicas. Isto é, há tantos mentirosos alcoolistas quanto não alcoolistas.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eEntão se você quer fazer quem você ama parar de beber e de alguma forma você sofra com as mentiras, esse artigo foi feito para te ajudar a entender melhor o porque isso acontece e como você pode superar isso em direção a uma vida valiosa para você.\u003c/p\u003e","title":"Acabando com as mentiras do alcoólatra"},{"content":"Qual a diferença?\nAlcoólatra segundo o dicionário é um adjetivo e substantivo de dois gêneros que se refere a:\n“aquele que é viciado na ingestão de bebidas alcoólicas; ou aquele que se entrega à doença do alcoolismo.”\nE ainda tem mais. Se você digita no Google, ele diz o seguinte a respeito da dependência ao álcool:\n“O alcoolismo é a incapacidade de controlar a ingestão de álcool devido a dependência física e emocional”.\nNão me surpreende que uma pessoa leia essas definições e entenda mal.\nPorque nessas definições, por uma lado diz que o “alcoólatra se entrega a doença” e por outro lado fala sobre “a incapacidade de controlar a ingestão de álcool”.\nNada disso é verdade! São definições extremistas, imprecisas, injustas e que só contribuem para que quem sofre por problemas por uso de álcool se sinta mais incompreendido e injustiçado.\nPorque?\nPorque cria preconceito. O alcoolista não é um coitado incapaz e por outro lado ele não é uma pessoa “egoísta ou derrotada que se entrega a doença”.\nA verdade é que, de alguma forma, a sociedade ainda temos muito o que evoluir em relação ao preconceito. Não há um nome perfeito para definir sem risco de ofender. Então eu uso o termo alcoolismo. Porque, apesar de ser um termo inespecífico, na minha cabeça é um termo menos pejorativo. E o que eu quero dizer com alcoolista é: “pessoa que por alguma razão tem tido prejuízos ou riscos por conta da forma com a qual ingere bebidas alcoólicas e que mesmo assim segue consumindo”.\nOnde está escrito isso? Lugar nenhum. Porque não existe uma definição única e oficial para esses termos. Eu simplesmente escolho falar alcoolista porque eu não quero inferir que essa pessoa que bebe de forma problemática para si está fazendo isso porque quer ou porque não quer.\nOs motivos que levam alguém a seguir bebendo mesmo tendo prejuízos são muito variados. A maioria nem tem dependência ao álcool e, sinceramente, definir isto não é o que mais me preocupa. Estou mais interessado em como ajudar essas pessoas a atingirem seus objetivos, a terem mais satisfação nas próprias vidas. Porque é isso que interessa.E você o que acha?\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/alcoolatra-ou-alcoolista/","summary":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eQual a diferença?\u003c/strong\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 1\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/8787b8_4a2525ab8a0f404483555b3a2fad7186-mv2.png\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eAlcoólatra segundo o dicionário é um adjetivo e substantivo de dois gêneros que se refere a:\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e“aquele que é viciado na ingestão de bebidas alcoólicas; ou aquele que se entrega à doença do alcoolismo.”\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eE ainda tem mais. Se você digita no Google, ele diz o seguinte a respeito da dependência ao álcool:\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e“O alcoolismo é a incapacidade de controlar a ingestão de álcool devido a dependência física e emocional”.\u003c/p\u003e","title":"Alcoólatra ou Alcoolista?"},{"content":"Se você quer ajudar alguém que você ama que sofre com alcoolismo, é importante que você entenda quais caminhos existem, para que você possa escolher aquele que mais te interessa, que mais tenha a ver com teus objetivos.\nNeste artigo eu vou te falar sobre uma forma de você ajudar que eu considero a mais rápida e mais sólida para você ajudar um familiar alcoólatra e se sentir melhor com você mesmo.\nQue é você tomar a iniciativa de fazer quem você ama parar de beber. Você ser parte da solução para que o alcoolista pare de beber e mais do que isso, para que ele(a) queira parar de beber e permanecer sóbrio(a).\nVocê ser parte da solução para que o alcoolista pare de beber e mais do que isso, para que ele(a) queira parar de beber e permanecer sóbrio(a).\nComo ainda esse assunto é novidade para muita gente, existem muitos mitos e preconceitos em relação a você fazer quem você ama parar de beber. E eu acredito que uma das formas de quebrar mitos e preconceitos, é contribuindo para que você possa acessar e compreender informações importantes sobre o assunto. Para que você possa refletir e tirar suas próprias conclusões a partir de um pensamento crítico, informado. E não só repetir velhos mitos e velhos erros do passado.\nE nada mais justo do que eu começar te respondendo uma boa pergunta e mostrando a você dados científicos.\nE pergunta é: \u0026ldquo;Será que é possível o familiar ou alguém significativo, sem a colaboração do alcoolista, fazer ele parar de beber mesmo que ele não queira parar?\u0026rdquo;\n\u0026ldquo;Será que é possível o familiar ou alguém significativo, sem a colaboração do alcoolista, fazer ele parar de beber mesmo que ele não queira parar?\u0026rdquo;\nE a resposta é sim. É possível que a partir da sua forma de se relacionar com essa pessoa, ela pare de beber. E não depende só de amor ou força de vontade, depende de saber fazer isso da forma certa.\nHoje eu vou te mostrar um estudo científico, que mostra que mudanças que um único familiar fez, foram capazes de causar redução no consumo de álcool de alguém que não queria parar de beber.\nE você vai entender que a forma de ajudar faz toda a diferença.\nVou te mostrar isso, através do que a ciência fala. Existem vários estudos que mostram isso. Mas hoje vou te mostrar um estudo científico, que foi talvez o primeiro a avaliar diretamente como o consumo de álcool do alcoolista poderia ser alterado por mudanças de alguém através de um relacionamento pessoal. (o link para ler essa pesquisa científica na integra está no final desse texto).\nEm 1986, Sisson e Azrin se depararam com alcoolistas que bebiam entre 25 a 30 dias por mês que e que apesar de estarem tendo diversos prejuízos, não queriam parar de beber nem procurar ajuda de forma alguma. Esses alcoolistas estavam o que se chama de \u0026ldquo;resistentes\u0026rdquo; a ideia de parar de beber. O que justamente é o mais comum quando se trata da forma com a qual a doença do alcoolismo funciona. E como ocorre com a maioria também, havia ao menos um familiar preocupado, sofrendo por conta dos prejuízos do alcoolismo. Então esses pesquisadores se debruçaram a analisar cientificamente sobre a possibilidade desse um membro da família, agir de forma a fazer esse alcoolista resistente parar de beber. E para fazer essa análise, dividiram os familiares em 2 grupos, a fim de poder comparar se realmente a forma que o familiares lida pode fazer diferença.\nE avaliaram o impacto dessas mudanças do familiar sobre a **quantidade de dias que o alcoolista bebia a cada mês.**E seguiram avaliando a cada mês durante 5 meses.\nPerceba que nesse estudo avaliaram a mudança apenas do familiar. Isso que dizer, avaliaram o resultado quando o alcoolista não estava recebendo nenhum tipo de ajuda. Até aquele momento não houve qualquer intervenção direta com o alcoolista. Até porque o alcoolista como te expliquei, não tinha interesse algum em parar de beber.\nEntão para avaliar a hipótese com mais qualidade, dividiram os familiares interessados em 2 grupos.\nNogrupo 1, o familiar lidou com aconselhamento tradicional (apoio emocional).\nNo grupo 2, o familiar recebeu um treinamento direto sobre como fazer o alcoolista mudar o comportamento dele. Mais especificamente os familiares deste grupo foram instruídos sobre os reforçadores da mudança comportamental, baseados na teoria comportamental.\nE avaliaram esse 2 grupos 1 vez por mês durante 5 meses. E veja no gráfico abaixo o resultado.\nOnde se lê \u0026quot; Traditional\u0026quot; e uma linha tracejada, é o grupo da abordagem tradicional de apoio emocional simples para o familiar. Perceba que quase não houve mudanças no alcoolista.\nE onde se lê \u0026quot; Reinforcement\u0026quot; se trata do grupo que aplicou o que aprendeu sobre reforçadores do comportamento para fazer o alcoolista parar de beber. Em outras palavras: o familiar recebeu um treinamento sobre como lidar com o alcoolismo para, através do relacionamento, fazer o alcoolista mudar o comportamento dele. E após 1 mês, os alcoolistas desse grupo reduziram o consumo de álcool para menos da metade. (Veja que foi de 25 para pouco menos de 10 dias em que bebeu no primeiro mês). E ao longo dos próximos meses seguiu tendo mais evolução ainda.\nEsse estudo mostra então que mudanças que um familiar faz, podem causar impacto no alcoolista. E que as mudanças certas tornam possível fazer o alcoolista parar de beber.\nÉ claro que desde 1986 o mundo e a ciência evoluiu mais ainda. E hoje existem formas mais completas e estruturadas de como você aprender a fazer quem você ama parar de beber. Se você se interessar pela ciência por trás de fazer quem ama parar de beber, eu posso passar a publicar mais sobre isso. Me conta nos comentários.\nE após 1 mês, os alcoolistas desse grupo reduziram o consumo de álcool para menos da metade. E ao longo dos próximos meses seguiu tendo mais evolução ainda.\nEsse estudo é só um entre muitos outros que mostraram o potencial que existe em uma única pessoa significativa na vida do alcoolista, para quebrar o ciclo do alcoolismo, fazer o alcoolista para de beber e/ou aceitar tratamento para parar de beber.\nEsse tipo de estudo acaba indo contra o que algumas pessoas acreditavam, como a ideia que de que você é impotente perante o alcoolismo de quem você ama. Porque justamente ele mostra o contrário. Através da ciência é possível encontrar dados que mostram que através da sua mudança, você pode fazer quem você ama parar de beber.\nE agora vou te dizer uma opinião técnica minha, como médico psiquiatra e psicoterapeuta. Eu sinto bastante medo e tristeza ao ver pessoas que pregam justamente o oposto. Como é possível as pessoas dizerem que não dá ajudar quem não quer ser ajudado? Muitas vezes o que eu vejo por trás dessa afirmação não o \u0026ldquo;não dá pra ajudar\u0026rdquo;, eu vejo um \u0026ldquo;não quero\u0026rdquo; ajudar. E tá tudo certo. Quem não quer ajudar, fique a vontade. Ninguém é obrigado.\nMas dizer que \u0026ldquo;não dá\u0026rdquo;, é ignorar o que a ciência diz e é também tirar a liberdade e a esperança de quem está hoje enfrentando esse problema com alguém que ama. Problema esse de proporções familiares e sociais gigantesco. E não são só números. São pessoas.\nEu vejo isso como uma forma de estigma, de preconceito, como uma forma de ignorar o alcoolismo como doença. E uma doença que tem como característica comum a \u0026ldquo;resistência\u0026rdquo; inicial em parar de beber, que pode ser vencida através de um relacionamento com uma pessoa significativa que esteja interessada em ajudar.\nIsso não significa você tirar a liberdade de quem você ama, significa justamente você, por uma decisão sua livre, trazer de volta a liberdade para quem você ama. E conquistar uma vida e relacionamento muito mais ricos. Sem falar na possiblidade de evitar os traumas que o alcoolismo pode causar não só em quem bebe, mas na família, nos filhos, etc. Então se existe uma forma de pelo menos tentar mudar isso, eu acredito que as pessoas precisam saber.\nEu acredito que você tomar a iniciativa para causar a mudança que você quer, para fazer quem você ama parar de beber, pode ser um caminho próspero para você e para quem você ama, se você fizer a sua parte da forma certa. Se você quiser realmente fazer quem você ama parar de beber, você pode aprender como fazer isso. Se quiser saber mais sobre isso, eu produzo muito conteúdo gratuito aqui e nas minhas redes sociais sobre justamente como você pode fazer quem você ama parar de beber sem deixar de cuidar de si. Te convido a conhecer, caso ainda não conheça.\nE hoje o meu trabalho é voltado para educar as pessoas através da internet e promover treinamento para familiares sobre como fazer quem amam parar de beber. Através do Projeto que eu criei que se chama Amor Contra Alcoolismo.\nEu trago essa informações para que as pessoas tenham conhecimento, porque eu acredito que somente o conhecimento é capaz de gerar liberdade real de escolha sobre como você deseja lidar com o problema do alcoolismo na sua família ou no seu relacionamento.\nE que se você decidir seguir por um caminho que te leve a fazer quem você ama parar de beber, você pode talvez sentir a alegria que sentiu a \u0026ldquo;Camila\u0026rdquo; (alterei o nome, por questões de privacidade). Ela sofria muito com o alcoolismo do esposo e estava levando muitas responsabilidades da casa e o cuidados com os 2 filhos deles sozinha. Mas que agora, depois que ela tomou essa iniciativa, o esposo parou de beber e passou a colaborar com ela e na casa dela voltou a ter paz. Veja ela própria contando.\nFinalizo esse artigo dando algumas dicas para você fazer quem você ama parar de beber.\nBusque uma referência, um mentor com uma formação adequada, um psiquiatra ou um psicólogo para te oferecer um treinamento para fazer quem você ama parar de beber sem deixar de cuidar de si.\nNão rotule ou tente forçar o alcoolista admitir que ele está doente. Isso além de não ser necessário, só cria mais resistência ainda.\nNão compre bebidas, não beba junto.\nFacilite experiências de sobriedade. Ao invés de se esforçar para tornar a vida bebendo mais fácil, crie experiências positivas durante períodos de sobriedade.\nIncentive a busca por tratamento para ele(a). Tratamento pode ser necessário, mas nem sempre é obrigatório. É claro que um tratamento ou alguma ajuda direta para o alcoolista parar de beber pode ajudar muito, mas a melhor forma de fazer isso é convidando, não obrigando ou ameaçando. Muitos psiquiatras e psicólogos trabalham justamente com alcoolismo e dependência química. Mas uma opção gratuita para você convidar o alcoolista, que pode ser interessante para algumas pessoas, é o AA (Alcoólicos Anônimos).\nOs seus cuidados com você não são negociáveis. Busque ter auto responsabilidade pelo que você precisa e pelo que você faz. Não é porque você tem o poder de fazer quem você ama parar de beber, que você precisa sacrificar todas as outras áreas importantes na sua vida. Inclusive a melhor forma de você lidar para fazer quem amam parar de beber, inclui você cuidar de si durante todo o processo. Fazer quem você ama parar de beber precisa ser visto como parte de você cuidar de si (é você buscando um objetivo que você tem).\nE aí, me conta nos comentários aqui, você já tinha ouvido falar nisso? O que você achou? Ficou alguma dúvida? Conta para mim aqui. Vou adorar saber de você.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/como-ajudar-um-familiar-alcoolatra-o-que-a-ciencia-diz-desde-a-decada-de-80/","summary":"\u003cp\u003eSe você quer ajudar alguém que você ama que sofre com alcoolismo, é importante que você entenda quais caminhos existem, para que você possa escolher aquele que mais te interessa, que mais tenha a ver com teus objetivos.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eNeste artigo eu vou te falar sobre uma forma de você ajudar que eu considero a mais rápida e mais sólida para você ajudar um familiar alcoólatra e se sentir melhor com você mesmo.\u003c/p\u003e","title":"Como ajudar um familiar alcoólatra (O que a ciência diz desde a década de 80)."},{"content":"O consumo de álcool excessivo no mundo é responsável por 2,5 milhões de mortes a cada ano (OMS, 2011). O álcool é responsável por 4% de todas as mortes no mundo. Isso é mais do que a Aids e Tuberculose. Estima-se que em torno de 9% dos brasileiros adultos sofram com transtorno por uso de álcool (dependência). (Homens 12,4% e mulheres 4,9%). (DSM-5).\nPerceba, que em torno de 1 a cada 10 pessoas no Brasil possuem alcoolismo. Pare um pouco para pensar em quantas pessoas você hoje convive e talvez nem tenha se dado conta de que o consumo de álcool já se tornou doença?\nSe você acha que o álcool atrapalha o seu relacionamento com quem você ama ou atrapalha só essa pessoa, isso já é suficiente para você realmente se preocupar e aprender a como se relacionar de forma a fazer essa pessoa parar de beber. E esse blog é feito especificamente para você que sofre por conta do consumo problemático de álcool de alguém que você ama.\nEntão comece entendendo que o que você vai aprender neste texto são informações privilegiadas. Não é para você sair forçando quem você ama admitir que é alcoólatra.\nComo diria Sun Tzu: \u0026ldquo;Conheça o inimigo e você será mais capaz de vencê-lo!\u0026rdquo;.\nEntão comece conhecendo o inimigo. Ou melhor, reconhecendo em quem você ama.\nUm dos fatores que faz o alcoolismo passar tão despercebido são os mitos e o conhecimento errado sobre essa doença.\nE alguns dos mitos mais comuns que você precisa parar de acreditar hoje mesmo são:\n\u0026ldquo;Alcoolista é quem bebe todo dia\u0026rdquo;.\n\u0026ldquo;Alcoolista é quem tem não consegue passar uma semana sem beber\u0026rdquo;.\n\u0026ldquo;Alcoolista é quem não consegue trabalhar\u0026rdquo;.\n\u0026ldquo;Ele só bebe porque tem depressão ou ansiedade\u0026rdquo;.\n\u0026ldquo;Ele bebe porque não se importa com os outros\u0026rdquo;.\n\u0026ldquo;Ele só bebe cerveja, então tá tudo certo\u0026rdquo;.\n\u0026ldquo;Ele é forte pra bebida, então o organismo dele é diferente, ele não é alcoólatra\u0026rdquo;.\nNa dependência ou transtorno por uso de álcool, a pessoa apresenta uma série de sintomas que indicam que existe uma tendência a beber que a leva a continuar bebendo mesmo que\nisso pareça loucura. A pessoa tende a continuar bebendo mesmo quando tudo o que mais importa para ela está sendo destruído por beber.\nNão há dúvidas que a dependência ao álcool é uma doença. Vários estudos já identificaram uma série de mudanças na estrutura cerebral dos alcoolistas, principalmente no sistema de recompensas. E até é por conta disso que o **alcoolismo é tão fortemente modificado quando você muda a forma de se relacionar com quem você ama.**Através de habilidades que eu ensino a fundo no Curso ACA.\nMas que sinais você precisa prestar atenção para identificar o alcoolismo? O manual de diagnósticos psiquiátricos (DSM-5) lista os seguintes critérios para o transtorno por uso de álcool.\nUm padrão problemático de uso de álcool, levando a comprometimento ou sofrimento clinicamente significativos, manifestado por pelo menos dois dos seguintes critérios,\nocorrendo durante um período de 12 meses:\nPreste atenção nesses sinais: (Fonte: DSM-5)\nÁlcool é frequentemente consumido em maiores quantidades ou por um período mais longo do que o pretendido. (\u0026ldquo;Ia beber só uma depois do trabalho, mas ficou lá por 5 horas e bebeu 6)\u0026rdquo;\nExiste um desejo ou esforços malsucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso de álcool. (\u0026ldquo;Muitas vezes nem tenta parar porque justamente é mais difícil do que gostaria de fosse\u0026rdquo;).\nPerde muito tempo bebendo e se recuperando dos efeitos do álcool. (\u0026ldquo;Perder tempo tem a ver com usar o próprio tempo em atividades que não são compatíveis com os valores de vida da pessoa, como ficar o final de semana bebendo no bar ao invés de ficar com quem ama\u0026rdquo;).\nFissura ou forte desejo de beber. (\u0026ldquo;Que pode ou não ser reconhecido. Pode vir só na forma de pensar muito sobre álcool. E pode ser desencadeado mais por alguns ambientes do que outros\u0026rdquo;)\nSegue bebendo mesmo quando isso resulta em redução do desempenho nos seus papéis na vida como no trabalho, na escola ou em casa.\nSegue bebendo mesmo quando os relacionamentos começam a ficar comprometidos por conta do álcool. (\u0026ldquo;Exemplo: Os problemas vão gerando mais sensação de impotência, desconforto e acaba de livrando de sentimentos negativos bebendo\u0026rdquo;).\nAtividades importantes sociais, profissionais ou recreativas são reduzidas ou abandonadas em virtude do uso de álcool. (\u0026ldquo;A vida vai ficando pobre, tudo vai envolvendo álcool\u0026rdquo;).\nBebe mesmo quando isso representa perigo para a integridade física. (\u0026ldquo;Exemplo: beber e dirigir\u0026rdquo;).\nSegue bebendo mesmo quando percebe que isso prejudica outras doenças físicas ou psicológicas. \u0026ldquo;Ex: depressão, ansiedade, gastrite, pressão alta, diabetes\u0026hellip;\u0026rdquo;)\n\u0026ldquo;Ficar mais forte para a bebida\u0026rdquo;. Precisar beber mais para ter o mesmo efeito.\nSintomas de abstinência após algumas horas sem beber.\nDe acordo com esses critérios, podemos também especificar a gravidade do transtorno por uso de álcool.\nLeve: Presença de 2 a 3 sintomas.\nModerado: 4 a 5 sintomas.\nGrave: 6 ou mais sintomas.\nVocê pode também entender isso de uma forma mais didática, veja como eu organizei:\nClaro que eu estou expondo aqui somente para você ter uma noção. O diagnóstico só pode ser confirmado por um médico, de preferência um médico psiquiatra.\nÉ muito mais comum as pessoas não perceberem que se trata de um problema de alcoolismo do que o contrário. Ainda mais quando muitas pessoas no seu ambiente bebem demais, talvez isso pareça \u0026ldquo;normal\u0026rdquo; para você.\nMas saiba que praticamente metade da população adulta Brasileira não bebe nem uma vez por ano. De acordo com o: I Levantamento Nacional sobre os padrões de consumo de álcool na população brasileira / Ronaldo Laranjeira [et al.] (www.obid.senad.gov.br).\nEntão para deixar mais claro ainda vou deixar uma pequena lista de o que eu considero sinais de problema com álcool comuns que algumas pessoas não se dão conta:\nPassar vexame em festas. (Sinais de compulsão por beber).\nSer o mais forte pra bebida da turma.\nTender a não ir em atividades sociais ou de lazer ou não ver graça quando não tem álcool.\nSó conseguir expressar sentimentos e opiniões embriagado.\nImportunar ou incomodar outras pessoas após beber.\nTer problemas sexuais. (O álcool prejudica a ereção).\nE cuidado! Não adianta você pedir para o alcoolista se controlar. Isso só vai fazer ele sentir mais vergonha e se defender da ideia de parar de beber.\nPor mais que um alcoolista consiga eventualmente manter o controle de o quanto beber, a perda do controle do consumo de álcool não é algo totalmente controlável. O que pode ser controlado e mesmo assim não é fácil é o primeiro gole. E para que o alcoolista faça isso, ele precisa ter interesse e comprometimento em parar de beber. Coisas que você pode despertar nele(a) a partir de estratégias de relacionamento.\nEu fiz uma live sobre isso que você pode assistir se quiser entender mais a fundo.\nVocê não é o problema, mas você pode ser parte da solução.\nExistem fatores que tornam mais difícil parar de beber. Então o alcoolista tem um componente de doença nisso. Mas isso não o torna um ser impotente, uma vítima desamparada. Ele certamente não foi o causador dessa síndrome, mas ele tem a responsabilidade de lidar com isso. Só que por conta do mecanismo da própria doença, geralmente sozinho, o alcoolista demora muito para se dar conta da necessidade de mudança. E se você quer que essa pessoa pare de beber, você tem a responsabilidade por aprender a lidar com essa pessoa da forma correta.\nAté porque a sua mudança pode fazer com que 20-30 anos de doença sejam abreviados para algumas semanas como foi o caso da Elza, através do que aprendeu do método ACA, conseguiu salvar seu casamento e talvez até a vida do seu esposo Joaquim. Ouça o Joaquim contando como isso aconteceu e de o quanto ele é grato pela esposa ter tomado a iniciativa de ajudá-lo a superar essa doença, num num depoimento que eles me deram em outubro de 2020.\n\u0026quot; Eu bebia desde os 17 anos. E não admitia que eu era alcoólatra. Eu até me emociono por conta dos riscos que eu corria. Hoje eu tenho orgulho de dizer que** minha esposa foi o ponto de partida** , que foi a mudança em minha vida. E dia 14 de dezembro completo um ano de sobriedade. \u0026ldquo;\nGostou desse conteúdo? Ficou com alguma dúvida? Comente aqui em baixo.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/como-identificar-o-alcoolismo-em-quem-voce-ama/","summary":"\u003cp\u003eO consumo de álcool excessivo no mundo é responsável por 2,5 milhões de mortes a cada ano (OMS, 2011). O \u003cstrong\u003eálcool\u003c/strong\u003e é responsável por \u003cstrong\u003e4% de todas as mortes no mundo\u003c/strong\u003e. Isso é mais do que a \u003cstrong\u003eAids\u003c/strong\u003e e \u003cstrong\u003eTuberculose\u003c/strong\u003e. Estima-se que em torno de \u003cstrong\u003e9%\u003c/strong\u003e dos brasileiros adultos sofram com transtorno por uso de álcool (dependência). (Homens 12,4% e mulheres 4,9%). (DSM-5).\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003ePerceba, que em torno de 1 a cada 10 pessoas no Brasil possuem alcoolismo. 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E vou deixar que ela mesmo te conte como ela fez para mudar tudo isso:\nPara te mostrar sobre como sair desse ciclo de emoções negativas e virar o jogo , eu gravei um episódio inteiro do Podcast ACA com o tema:\nComo não deixar a decepção te impedir de fazer quem você ama parar de beber. (Esse é um vídeo longo de mais de 30 minutos)\nAh\u0026hellip; E se você quiser ouvir o conteúdos dos podcasts ACA em áudio, você pode procurar por \u0026ldquo;Podcast ACA\u0026rdquo; nas principais plataformas de áudio como Spotify, Deezer, entre outras\u0026hellip; Eu falo isso porque eu gosto de ouvir episódios de podcast enquanto caminho ou faço alguma outra atividade, talvez você também goste.\nE aqui vão também alguns vídeos mais curtos para te ajudar a lidar com isso:\nVocê já se sentiu assim? Comente aqui abaixo me contando mais sobre isso. Eu adoraria saber mais sobre você. Isso me ajudaria a te entender melhor e até produzir conteúdos que te ajudem ainda mais.\nSuperação/ Motivação Posts recentes Ver tudo\nO fundo do poço é o que faz quem você ama parar de beber?\nComo ajudar um familiar alcoólatra (O que a ciência diz desde a década de 80).\n4 passos para aumentar a força de vontade no alcoolista que você ama\n.png)\nDr. Vitor Blazius @2021 - Todos os Direitos Reservados - Vitor Blazius - Amor Contra o Alcoolismo - From WWEBDigital bottom of page\nUtilizamos cookies e tecnologias semelhantes para permitir serviços e funcionalidades no nosso site e para compreender a sua interação com o nosso serviço. Ao clicar em Aceitar, você concorda com o uso de tais tecnologias para marketing e análise.Ver a Política de Privacidade\nDefinições de Cookies Aceitar\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/como-nao-deixar-a-decepcao-te-impedir-de-fazer-quem-voce-ama-parar-de-beber/","summary":"\u003ch1 id=\"como-não-deixar-a-decepção-te-impedir-de-fazer-quem-você-ama-parar-de-beber\"\u003eComo não deixar a decepção te impedir de fazer quem você ama parar de beber\u003c/h1\u003e\n\u003cp\u003etop of page\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 1: Design sem nome (5).png\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/6f239e_2b402c8767014e1bb9ca09c3ec9f9104-mv2.png\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/\"\u003e\u003cimg alt=\"Image 2: AMOR_2-removebg-preview.png\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/6f239e_1358f2b814af41c9a566573115a04ea0-mv2.png\"\u003e\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/post/como-n%C3%A3o-deixar-a-decep%C3%A7%C3%A3o-te-impedir-de-fazer-quem-voc%C3%AA-ama-parar-de-beber\"\u003e\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003ch2 id=\"menu\"\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/post/como-n%C3%A3o-deixar-a-decep%C3%A7%C3%A3o-te-impedir-de-fazer-quem-voc%C3%AA-ama-parar-de-beber\"\u003eMenu\u003c/a\u003e\u003c/h2\u003e\n\u003ch2 id=\"blog-para-familiares-de-alcoolistas\"\u003eBlog para familiares de alcoolistas\u003c/h2\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://link.vitorblazius.com/consultablogbanner\"\u003e\u003cimg alt=\"Image 3\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/8787b8_b64a2495e89d4ed0b70da6feeed954ec-mv2.png\"\u003e\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 4: Logototipo_Semana_ACA_LI6__5_-removebg-p\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/6f239e_513c15be132542ed8cab09a765aa1f84-mv2.png\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/amorcontraalcoolismo\"\u003eTODOS OS POSTS\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003c/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/amorcontraalcoolismo/categories/alcoolismo\"\u003eAlcoolismo\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003c/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/amorcontraalcoolismo/categories/supera%C3%A7%C3%A3o-motiva%C3%A7%C3%A3o\"\u003eSuperação/ Motivação\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003c/li\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003ca href=\"https://www.amorcontraalcoolismo.com/amorcontraalcoolismo/categories/dica-do-dia\"\u003eDica do Dia\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003c/li\u003e\n\u003c/ul\u003e\n\u003cp\u003eBuscar\u003c/p\u003e\n\u003ch1 id=\"como-não-deixar-a-decepção-te-impedir-de-fazer-quem-você-ama-parar-de-beber-1\"\u003eComo não deixar a decepção te impedir de fazer quem você ama parar de beber\u003c/h1\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 5: Foto do escritor: Vitor Marcelo Blazius\" loading=\"lazy\" src=\"https://lh3.googleusercontent.com/a-/AOh14Gii8ujZU_aOjCtIOjk-2xNiNM9zJ1RdMQg7iXd9bw%3Ds96-c\"\u003e Vitor Marcelo Blazius\u003c/p\u003e","title":"Como não deixar a decepção te impedir de fazer quem você ama parar de beber"},{"content":"\nTem gente que pensa que a solução é simplesmente largar o alcoolista e afastar ele dos filhos. Mas eu quero que você entenda que o alcoolista sempre será o pai dos filhos. Sempre será alguém significativo na vida do filho. Se for o pai ou mãe é preciso encarar o problema de uma forma saudável, até para dar o exemplo.\nSempre será alguém significativo na vida do filho ou da filha.\nNão significa que você não pode se afastar do alcoolista, mas que se você fizer isso sem dar um bom exemplo para os filhos de como resolver os problemas que leve em consideração a colaboração e os limites adequados, isso pode deixar os filhos com um aprendizado emocional muito negativo. Eu preciso deixar claro que não existe uma saída fácil para os filhos, se soar que o pai foi abandonado, isso pode gerar nos filhos uma enorme cicatriz emocional, em relação a confiança até mesmo nos outros familiares. “E se eu tiver um problema, vão me abandonar também?”. Precisa ficar claro para os filhos que o alcoolismo é uma doença e que não significa que a família não se ama, nem que ignora o problema e simplesmente vai embora e nem que vai aceitar todos os comportamentos negativos do alcoolista.\n⠀\nEntão a melhor forma de proteger os filhos tanto do sofrimento, quanto de evitar que eles também desenvolvam alcoolismo, é lidando com o alcoolismo do jeito certo,colaborando de forma saudável para fazer ele parar de beber e colocando limites quando adequado.\n⠀\nFicar esperando o alcoolista querer ajudar para parar de beber ou chegar no fundo do poço é deixar o poder de transformar a história da sua família nas mãos justamente da pessoa que não está em condições de liderar o melhor rumo para vocês.\nE você é a pessoa mais poderosa para causar essa transformação na sua família. Para você, seus filhos e seu esposo. Você só precisa aprender como fazer isso. E a decisão também é sua. Você não precisa esperar ninguém para começar a agir pra quebrar o clico do alcoolismo na sua família.\nPorque o alcoolismo passa de pai pra filho? Ele passa! Mas não é só pelo pai que bebe, é como os outros adultos que estão envolvidos lidam com essa situação, lidam com esse problema. A forma com a qual os adultos lidam com os sentimentos e os problemas, ensinam para o filho como ele vai lidar com os próprios problemas.\nEu falei mais sobre isso neste vídeo:\n⠀\nFez sentido isso pra você? Comenta aqui abaixo.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/como-proteger-seus-filhos-do-marido-alcoolatra/","summary":"\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 1\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/a27d24_8fc1be72e799435aaead8b18412189f0-mv2.jpg\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eTem gente que pensa que a solução é simplesmente largar o alcoolista e afastar ele dos filhos. Mas eu quero que você entenda que o alcoolista sempre será o pai dos filhos. Sempre será alguém significativo na vida do filho. Se for o pai ou mãe é preciso encarar o problema de uma forma saudável, até para dar o exemplo.\u003c/p\u003e\n\u003cblockquote\u003e\n\u003cp\u003eSempre será alguém significativo na vida do filho ou da filha.\u003c/p\u003e","title":"Como proteger seus filhos do marido alcoólatra"},{"content":"Talvez você possa até achar que é só com você, mas é super comum o sentimento de vergonha de quem convive com alguém que bebe demais. E essa vergonha pode te impedir de fazer o que é necessário para fazer quem você ama parar de beber.\nVergonha pelo comportamento do alcoolista.\nVergonha do que vão pensar dele, do que vão pensar de você.\nVergonha por não entender que o alcoolismo é uma doença ou porque muitas pessoas não entendem e julgam como falha de caráter ou \u0026ldquo;falta de vergonha na cara\u0026rdquo;.\nVergonha talvez até porque algum profissional ou conselheiro mal preparado tenha te chamado de \u0026ldquo;codependente\u0026rdquo; (um termo que a ciência não aceita como útil, isto é, não é um diagnóstico real, é só uma forma pejorativa de se referir a pessoas que convivem com alguém que tem um problema de dependência química como o alcoolismo).\nMas independente do motivo que você possa sentir vergonha. Fato é que você não precisa se sentir assim. E digo mais: Você não pode mais se sentir assim!\nNão há do que você se envergonhar! As pessoas não sabem da sua história e você não deve satisfação para ninguém.\nE meu ponto nem é este. O que eu quero te dizer, na verdade, é que a vergonha não só pode fazer você sofrer, como pode piorar toda a sua situação e te impedir de fazer quem você ama parar de beber.\nSe a Camila tivesse se rendido ao sentimento de vergonha, ela jamais teria conseguido fazer o esposo parar de beber. Veja só ela contando sobre como fez o marido parar de beber, mesmo sem o apoio da própria família e com ele bebendo o dia todo há anos.\nA \u0026ldquo;Camila\u0026rdquo; contando sobre como fez o esposo parar de beber sem deixar de cuidar de si.\nE para que você também possa superar a vergonha e não deixar nada te impedir de alcançar seu objetivo de fazer quem você ama parar de beber sem deixar de cuidar de si, que eu gravei um episódio do Podcast ACA inteiro só sobre como não deixar a vergonha te impedir de fazer quem você ama parar de beber:\nEu espero que você goste e aproveite.\nComente aqui abaixo sobre o que achou dessa postagem e se você se sente assim ou se já se sentiu.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/ele-sempre-te-deixa-sem-graca-por-beber-demais/","summary":"\u003cp\u003eTalvez você possa até achar que é só com você, mas é super comum o sentimento de vergonha de quem convive com alguém que bebe demais. E essa vergonha pode te impedir de fazer o que é necessário para fazer quem você ama parar de beber.\u003c/p\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003c/li\u003e\n\u003c/ul\u003e\n\u003cp\u003eVergonha pelo comportamento do alcoolista.\u003c/p\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003c/li\u003e\n\u003c/ul\u003e\n\u003cp\u003eVergonha do que vão pensar dele, do que vão pensar de você.\u003c/p\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003c/li\u003e\n\u003c/ul\u003e\n\u003cp\u003eVergonha por não entender que o alcoolismo é uma doença ou porque muitas pessoas não entendem e julgam como falha de caráter ou \u0026ldquo;falta de vergonha na cara\u0026rdquo;.\u003c/p\u003e","title":"Ele sempre te deixa sem graça por beber demais?"},{"content":"Se você ama alguém que bebe demais, provavelmente você já ouviu alguém dizer que essa pessoa só vai mudar quando chegar no fundo do poço.\n\u0026ldquo;Deixa ele chegar no fundo do poço que ele vai querer parar de beber\u0026rdquo;.\nMas quero te convidar a pensar mais profundamente sobre essa frase. Chegar no fundo do poço se refere a alguém chegar numa situação em que o desespero é tão grande que a pessoa simplesmente precisa mudar. E por um lado essa ideia faz sentido e descreve uma das formas pelas quais as pessoas se motivam a mudar. Isto é, a partir de calcular os riscos e benefícios.\n\u0026ldquo;Eu estou doente, meu médico disse que se eu não parar de beber vou morrer. E não aguento mais minha esposa com raiva de mim o tempo todo\u0026hellip; Não vale a pena, acho que vou procurar ajuda\u0026rdquo;.\nDizer que \u0026ldquo;alguém precisa chegar no fundo do poço\u0026rdquo; acaba transmitindo uma série de atitudes problemáticas, profundamente arraigadas.\nPor outro lado, a nossa mentalidade, as nossas crenças sobre o alcoolismo e o potencial de mudança, acaba sendo muito influenciada pelas palavras que usamos. Dizer que \u0026ldquo;alguém precisa chegar no fundo do poço\u0026rdquo; acaba transmitindo uma série de atitudes problemáticas, profundamente arraigadas. Há enormes desvantagens em acredita que é isso que precisa acontecer para alguém mudar seu comportamento.\nO primeiro problema é que gera a 2 ideias perigosas.\nde que o processo de mudança não pode começar até que o fundo do poço seja atingido.\no raciocínio de que as pessoas não vão mudar a menos que sejam \u0026ldquo;punidas o suficiente\u0026rdquo; por seu próprio comportamento.\nNo fim das contas acabam sendo pensamentos que alimentam uma sociedade mais violenta e autocentrada. De acordo com o conhecimento científico que se tem hoje sobre o comportamento humano, essas duas ideias não poderiam estar mais equivocadas. E contribui para que tanto profissionais, quanto familiares e amigos sintam que a única opção é se afastar e ver quem ama sofrendo indefinidamente.\nA realidade é que as pessoas mudam por várias razões diferentes e a motivação sofre uma influencia positiva pelo seu ambiente, família e amigos. Portanto o maior problema dessa crença de \u0026ldquo;chegar no fundo do poço\u0026rdquo; é que faz com que as pessoas mais significativas na vida do alcoolista acreditem, perigosamente, que não há nada a ser feito a não ser esperar.\nNa verdade, as pesquisas mostram que uma intervenção precoce (quando as consequências ainda não começaram a se acumular) e um ente querido impactando positivamente o meio ambiente em torno de um usuário de substância leva a melhores resultados. As pessoas sim começam a mudar um comportamento quando percebem que os custos superam os benefícios e um ente querido pode desempenhar um papel crucial para isso acontecer.\no maior problema dessa crença de \u0026ldquo;chegar no fundo do poço\u0026rdquo; é que faz com que as pessoas mais significativas na vida do alcoolista acreditem, perigosamente, que não há nada a ser feito a não ser esperar.\nE é justamente isso que eu vejo acontecendo com as minhas alunas. Como a \u0026ldquo;Laura\u0026rdquo;. Conheça um pouco da história dela, é possível que você se identifique com várias situações que ela viveu. E certamente vai te ajudar a compreender que é possível você dar a ignição para a mudança em quem você ama e conquistar um convívio familiar feliz e saudável, sem você precisar deixar de cuidar de si em momento algum.\n\u0026quot; Nós casamos em um casamento sólido e devido a esse problema que foi surgindo aos poucos, se tornou uma coisa assim que, meu Deus\u0026hellip; Eu pensava que não ia ter solução.Ele chegou até a parar na UTI devido ao álcool e mesmo assim continuava bebendo . Eu estava com trauma do meu telefone, quando ele saia\u0026hellip; Sabe quando que foi melhorar? Quando eu comecei a perceber com as suas explicações (Vitor Blazius).No momento em que eu comecei a mudar meu jeito com ele, eu já percebi que ele estava diferente . Eu mudei para ele mudar\u0026hellip; Se eu chorar aqui é de alegria, não é de tristeza\nnão. É de emoção de eu ter vivido aqueles 20 e poucos anos naquela situação ruim e saber que eu pude fazer uma transformação no meu marido. Agora ele pode dirigir que eu não vou ter aquela preocupação. Só o fato de eu saber que eu não preciso ficar pensando em como é que ele vai chegar\u0026hellip; Tá amoroso com a família. Tá aquele rapaz que eu conheci lááá\u0026hellip; E aqui nessa região que eu moro, a cultura é o uso inadequado de bebida alcoólica. Ele se comparava com os outros, dizia que todo mundo bebia. E antes eu pensava na sociedade. Hoje pra mim a sociedade falando não faz diferença. Mesmo a família do meu esposo agindo errado, deu certo e tá dando certo. \u0026ldquo;\nA tradição e a mídia popular querem que acreditemos que apenas o desespero, a turbulência doméstica e a violência, a cirrose e tudo desmoronando são suficientes para começar a mudar. Felizmente, o sistema de tratamento está evoluindo para ajudar as pessoas mais cedo, quando seus problemas são menos graves.\nAs pessoas (amigos e familiares) ao redor de quem faz uso abusivo de álcool não precisam esperar até que o fundo do poço seja atingido. Elas podem (e querem) acelerar o processo de mudança. Eles não precisam esperar até que seu ente querido tenha causado tanto dano que ele não tenha outra escolha. E uma vez que chegar ao fundo do poço pode significar morte e consequências que alteram a vida, esperamos que as pessoas que bebem demais e suas famílias possam se afastar da ideia de que “chegar ao fundo do poço” tem alguma relevância no processo de mudança. E pelo contrário, que possamos também levar em consideração que quando há apenas punição, dor e ausência de estímulos positivos, ocorre o que se chama de reação paradoxal.\nReação paradoxal é um processo em que os impactos negativos causados pelo alcoolismo acabam, ao invés de trazer qualquer benefício, aumentando o desespero e o consumo de álcool. Essa pode ser uma das razões do porque o índice de suicídio é maior em alcoolistas. [ Botega, Neury José. (2014). Comportamento suicida: epidemiologia. Psicologia USP , 25(3), 231-236. https://doi.org/10.1590/0103-6564D20140004 ]\nExistem outras maneiras e coisas que você pode fazer para impactar o processo de mudança para que ela ocorra muito mais rápido. Recomendo você a pesquisar opções de apoio para você baseadas em evidências (como Terapia Cognitivo Comportamental, Treinamento Familiar Unilateral e Entrevista Motivacional), que são a base do método ACA (que eu ensino no Curso ACA para as minhas alunas), pois todas operam com a ideia de que as pessoas podem mudar (e serem influenciadas a mudar) a qualquer momento. Não apenas quando \u0026ldquo;chegaram ao fundo do poço\u0026rdquo;. Minha esperança com o ACA é que mais histórias como a da \u0026ldquo;Laura\u0026rdquo; possam acontecer e que possamos mostrar para o mundo que o Amor e a Ciência são o melhor remédio contra o alcoolismo. E que um ambiente de mudança (incluindo a influência dos profissionais, família e amigos) possa ser criado, onde a mudança possa acontecer a qualquer momento.\nVocê pode ser parte da solução!\nE se quiser saber mais sobre como ajudar o alcoolista quando ele não aceita ajuda, você pode assistir um vídeo em que eu falo mais sobre isso por 30 minutos.\nO que achou desse conteúdo? Conta pra mim nos comentários. Vou adorar saber.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/o-fundo-do-poco-e-o-que-faz-quem-voce-ama-parar-de-beber/","summary":"\u003cp\u003eSe você ama alguém que bebe demais, provavelmente você já ouviu alguém dizer que essa pessoa só vai mudar quando chegar no fundo do poço.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u0026ldquo;Deixa ele chegar no fundo do poço que ele vai querer parar de beber\u0026rdquo;.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 1\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/8787b8_d559103a36cc4c499787377226966243-mv2.png\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eMas quero te convidar a pensar mais profundamente sobre essa frase. Chegar no fundo do poço se refere a alguém chegar numa situação em que o desespero é tão grande que a pessoa simplesmente precisa mudar. E por um lado essa ideia faz sentido e descreve uma das formas pelas quais as pessoas se motivam a mudar. Isto é, a partir de calcular os riscos e benefícios.\u003c/p\u003e","title":"O fundo do poço é o que faz quem você ama parar de beber?"},{"content":"Já ouviu falar no mito da codependência?\n\u0026ldquo;Você quer ajudar seu marido alcoólatra? Você quer ajudar filho alcoólatra? Como assim? Viva e deixe viver, você é impotente perante o alcoolismo de quem você ama\u0026hellip;.\u0026rdquo;.\nPois é\u0026hellip; Apesar de ser um mito muito famoso, não é baseado em ciência. E eu não estou aqui para defender que o que importa são somente dados científicos e dizer que a ciência é perfeita. Não. Ela não é perfeita, mas ela é importante.\nPor vários motivos codependência não é um diagnóstico validado. Isto é, não é um diagnóstico aceito pelas entidades de diagnóstico mais importantes em saúde mental como o DSM-5 e a CID-11. Isto quer dizer que não é correto, tecnicamente, afirmar que uma pessoa possui algum problema chamado de codependência.\nCodependência não existe, portanto.\nCodependência não é um diagnóstico válido e existem excelentes motivos para isso, leia até o final e descubra.\n**\u0026ldquo;Vitor, o que é isso, você não tá sendo muito radical?\u0026rdquo;**Pode ser que estou, mas eu quero reforçar claramente o quanto me incomoda pessoal e tecnicamente esse conceito e quero te mostrar fatos e informações científicas para você decidir sobre o que você quer acreditar. A minha opinião técnica, é que o termo codependência faz muito mais mal do que bem.\nE se você acredita em codependência, eu te digo, eu próprio já acreditei, mas hoje não acredito mais, por conta de estudar mais a fundo, examinando criticamente o tema e as inúmeras experiências que tive com alcoolistas que não aceitavam ajuda e principalmente com centenas de familiares. E nos EUA, muitos psicólogos já estão se retratando, arrependidos de terem colaborado para propagar um conceito tão nocivo e potencialmente fatal para a sociedade. Leia mais sobre isso aqui: Josh King, PsyDhttps://motivationandchange.com/can-we-let-the-myth-of-codependency-go-away/\nO termo codependência apareceu no fim da década de 1970, para designar os familiares, que se relacionavam com dependentes químicos, principalmente as esposas dos alcoolistas. Acreditavam que elas sofriam também de um tipo de dependência. Enquanto o esposo era dependente de álcool, a esposa seria dependente desse alcoolista, que em geral era um ser tido como \u0026ldquo;sem vergonha\u0026rdquo;, \u0026ldquo;problemático\u0026rdquo; e abusivo. E que por conta dessa \u0026ldquo;doença\u0026rdquo; chamada codependência, elas se submetiam aqueles relacionamentos e reagiam de formas que atrapalhavam ambos.\nO pensamento básico nessa época era que codependentes (coalcoólicos ou para-alcoólicos) eram pessoas cuja vida se tornará incontrolável como resultado de viverem num relacionamento com um alcoólico.\nA definiçao de Melody Beattie, autora do livro (Codependência nunca mais): \u0026ldquo;Codependente é uma pessoa que tem deixado o comportamento de outra afetá-la, e é obcecada em controlar o comportamento dessa outra pessoa\u0026rdquo;.\nE eu recebo diversas mensagens indignadas com essa definição, como por exemplo: \u0026ldquo;Vitor, você já imaginou uma mãe vendo o filho morrer, não saber o que fazer, não se afetar e ficar obcecada por controlar o comportamento desse filho?\u0026rdquo;\nE eu entendo essa indignação. Faz sentido para mim se afetar com o alcoolismo de quem você ama.\nMas além disso, a lógica da codependência costuma levar a duas recomendações que não ajudam a quebrar o ciclo do alcoolismo :\nForçar o alcoolista a aceitar tratamento OU Desligamento emocional. Forçar o alcoolista a aceitar tratamento através de uma intervenção\nNos seriados americanos tem todo um show por trás disso. Não é que não sirva pra ninguém, mas as pesquisas mostram resultados positivos de apenas uma minoria de alcoolistas para esse tipo de abordagem. E que o índice de recaídas é muito alto.\nE no Brasil algumas famílias acabam se engajando nesse propósito de confrontar o familiar, fazer ele aceitar que tem uma doença. Dar um choque de realidade. Mesmo com todas as pesquisas mostrando o risco enorme que isso trás.\nVide: Engaging the Unmotivated in Treatment for Alcohol Problems: A Comparison of Three Strategies for Intervention Through Family Members. William R. Miller, Robert J. Meyers, and J. Scott Tonigan. University of New Mexico\nBuscar um grupo de ajuda mútua para se “desligar emocionalmente” até que seu ente querido atinja o fundo do poço ou decida parar de beber por conta própria ( que é o que eu chamo de esperar um milagre ou uma tragédia).\nDesligamento seria: Se desligar, de uma pessoa ou problema com amor. Desligar-se mentalmente, emocionalmente e às vezes fisicamente de um envolvimento doloroso com a vida e as responsabilidades de outra pessoa, com problemas que, de acordo com essa definição, não seria possível resolver.\n* Desligamento é baseado na premissa de que cada pessoa é responsável por si mesma, que não seria saudável tentar resolver problemas que são decorrentes do comportamento do alcoolista e que se preocupar com isso não adiantaria nada.\n* O desligamento emocional que é pregado por alguns grupos leigos de ajuda-mútua, não é eficaz para que o alcoolista pare de beber ou busque ajuda. As pesquisas mostram que em torno de 10% dos alcoolistas buscam tratamento quando seus familiares participam desses grupos. (Vide: Engaging the Unmotivated in Treatment for Alcohol Problems: A Comparison of Three Strategies for Intervention Through Family Members. William R. Miller, Robert J. Meyers, and J. Scott Tonigan. University of New Mexico)\nPorque a lógica da codepedência atrapalha? Começando porque a maioria dos grupos de ajuda mútua não são nem voltados a ensinar o familiar como fazer o alcoolista parar de beber diretamente. Então não seria tão interessante para quem procura fazer quem ama parar de beber.\nConceitua comportamentos interpessoais esperados e normais como se afetar pelo comportamento de alguém que você ama como “dependência”.\nChama de doença comportamentos interpessoais naturais, generaliza atitudes dos familiares baseados em uma doença que não é aceita pelas principais associações sérias e bem fundamentadas de saúde mental mundial como o DSM-5 e a CID-11.\nCria uma FOBIA DE AJUDAR. Até porque são ensinados que não são capazes de ajudar. E inserem recomendações inespecíficas sobre evitar “depender” de alguém.\n* Não propõe como lidar com o alcoolista, entende que essas tentativas de ajuda são sintomas.\n* Estigma entre os pares. “Você ainda está com aquele seu marido? Porque você não se valoriza? Você não está aceitando sua codependência!”\nSó que o ser humano é complexo! As relações são complexas.\nA avaliação de se vale ou não a pena ajudar não pode ser generalizada, precisamos respeitar a decisão de quem está tentando ajudar. E apresentar opções.\nVocê não é o problema, você não tem obrigação de fazer isso, mas você pode ser parte da solução, você pode fazer quem você ama parar de beber. Conforme vou mostrar mais adiante neste texto.\nE por trazer toda essa desinformação, a lógica da codependência acaba deixando de educar as pessoas sobre causas já determinadas para aspectos do comportamento dito erroneamente codependente como:\nTranstorno de Ansiedade Generalizada.\nTranstorno Depressivo Maior.\nTranstorno do Estresse Pós Traumático.\nTranstornos de personalidade como o Transtorno de Personalidade Dependente.\nTodas essas, sim são doenças, para as quais existem tratamentos específicos e eficazes. Nenhuma dessas tem como indicação o \u0026ldquo;desligamento emocional\u0026rdquo;.\nA ideia de codependencia aumenta o estigma! A expectativa do estigma faz com que as famílias resistam a tratamentos. Resistam a aceitar que podem receber ajudar. E o estigma aumenta a vergonha e o isolamento social.\nPesquisas mostram que o estigma é uma barreira maior por exemplo do que falta de recursos financeiros.\n(Vide: The Stigma of Addiction. An Essential Guide, Chapter 3. “Bad Parents,” “Codependents,” and Other Stigmatizing Myths About Substance Use Disorder in the Family. Carrie Wilkens and Jeffrey Foote)\nO estigma dá motivos compreensíveis para:\n“O que o pessoal da escola vai pensar de mim e do meu filho?”\n“O que o pessoal do trabalho vai pensar de mim e do meu marido?”\nO que a ciência diz então? Comportamentos chamados de codependentes são respostas normais, num relacionamento com alguém que sofre de uma doença mental séria como o alcoolismo e ir embora simplesmente, não garante que isso vá sumir e parar de te afetar.\nÉ normal tentar ser prestativo quando alguém que você ama está sendo auto-destrutivo.\nÉ normal querer proteger as pessoas que amamos de consequências negativas.\nAinda mais quando são consequências tão graves quanto a perda da saúde, acidentes, morte.\nÉ normal ficar ansioso e desconfiado em relação as pessoas quando se é estigmatizado por simplesmente se relacionar com um alcoolista.\nÉ normal ter esperança mesmo quando parece não ter motivos para isso.\nNÃO SÃO COMPORTAMENTOS DOENTES.\nEu fiz um vídeo explicando mais sobre isso:\nO que fazer então? O que ciência mostra?\nAlcoolismo é uma doença multifatorial e que a motivação para parar de beber é altamente influenciada pela forma com que se relaciona com o alcoolista tanto para ele beber quanto para ele parar de beber.\nOs familiares não tem que se afastar.\nOs familiares podem sim ajudar sim e sem deixar de cuidar de si.\nE a ciência demonstra que treinamentos que os familiares podem fazer para aprender como lidar com o Alcoolista são muito eficazes. Isto, é, treinamentos que um único familiar faz, sem o alcoolista, como o CRAFT, que se baseia em técnicas consagradas como a Terapia Cognitivo Comportamental e a Entrevista Motivacional.\nVocê pode ver estudos sobre o CRAFT (trabalhando exclusivamente com o familiar) que mostram taxas de entrada em tratamento de 64 a 74%, nos alcoolistas que não queriam parar de beber. Todos os participantes (familiares exclusivamente) referiram melhora na felicidade, coesão familiar e reduções em sentimentos desagradáveis como ansiedade, tristeza e raiva. (Vide: Engaging the Unmotivated in Treatment for Alcohol Problems: A Comparison of Three Strategies for Intervention Through Family Members. William R. Miller, Robert J. Meyers, and J. Scott Tonigan. University of New Mexico)\nEntão a família pode usar estratégias baseadas em ciência, eficazes e que servem para a família lidar com o alcoolista mesmo que ele não queira parar de beber e tem como objetivos:\nFazer o alcoolista querer parar de beber.\nEngajar o alcoolista em tratamento, quando necessário,\nAumentar os auto-cuidados do familiar.\nIsto, é, criar condições através do relacionamento para fazer alcoolista parar de beber de forma sustentável a longo prazo.\nE a minha experiência como médico psiquiatra e psicoterapeuta, trabalhando com centenas de familiares de alcoolistas, me mostra que quando um familiar aprende um método para fazer quem ama parar de beber, isso é capaz de transformar uma família e fazer outros membros da família realmente pararem de beber.\nComo foi o caso da Betânia, que me contou que fez o esposo e a filha pararem de beber. Sendo que isso aconteceu enquanto a filha morava em outro estado. Clique no vídeo abaixo e escute ela contando a própria história.\nComo isso é possível?\nCriando um ambiente em que a mudança é mais atraente do que o alcoolismo.\nSem usar o DESLIGAMENTO ou a CONFRONTAÇÃO. E sem ficar em segundo plano, deixando as próprias necessidades de lado, sem se anular, sem brigar, sem discutir.\nUsando técnicas e estratégias como:\nAmbiente que convide para a mudança, ao invés de exigi-la. Através do desenvolvimento de habilidades do familiar, de comportamento e comunicação.\nA chave é a o desenvolvimento das habilidades necessárias para o familiar fazer quem ama parar de beber e a ligação emocional real ao invés de desligamento. E ao longo dos anos ensinando centenas de familiares sobre como fazer quem amam parar de beber, eu desenvolvi um modelo próprio de aplicar um treinamento de habilidades na modalidade de Programa Online, com aulas gravadas e mentorias, exclusivamente para o familiar do alcoolista para fazer ele parar de beber. Que é o Curso que Betânia fez, conforme ela própria conta. Com conhecimentos baseados em ciência que funcionam, que eu chamo de método ACA (Amor Contra Alcoolismo). E ele tem como fundamentação CRAFT, Entrevista Motivacional, Terapia Comportamental, Terapia Cognitiva e a minha experiência profissional.\nE se você quiser entender melhor como eu cheguei nisso, como eu fui ao longo do tempo montando esse método, você pode assistir esse vídeo em que eu conto a minha história.\nE se quiser saber mais sobre o mito da codependência, leia mais em:\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/a-mentira-da-codependencia/","summary":"\u003cp\u003eJá ouviu falar no mito da codependência?\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u0026ldquo;Você quer ajudar seu marido alcoólatra? Você quer ajudar filho alcoólatra? Como assim? Viva e deixe viver, você é impotente perante o alcoolismo de quem você ama\u0026hellip;.\u0026rdquo;.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003ePois é\u0026hellip; Apesar de ser um mito muito famoso, não é baseado em ciência. E eu não estou aqui para defender que o que importa são somente dados científicos e dizer que a ciência é perfeita. Não. Ela não é perfeita, mas ela é importante.\u003c/p\u003e","title":"O mito da Codependência"},{"content":"Se você sofre por conta do alcoolismo de quem você ama, você nunca mais pode cair nessa armadilha, pois pode custar a sua paz e até mesmo a vida de quem você ama.\nE calma, eu não quero te assustar. Eu só preciso ser enfático para esclarecer para você que existem mitos do alcoolismo que podem sugar a sua energia e te afastar do seu objetivo de que a pessoa que você ama fique sóbria.\nEsse artigo é justamente para te ajudar a lidar com:\nMarido alcoólatra\nEsposa alcoólatra\nFilho alcoólatra\nFilha alcoólatra\nOu qualquer pessoa que você ama e que bebe demais, para você entender melhor sobre como fazer essa pessoa parar de beber.\nE esse mito nocivo e mal interpretado é de que o primeiro passo para alguém parar de beber é admitir que é um alcoólatra.\nSabe quando uma informação foi contada fora do contexto tantas vezes que perde o sentido?\nÉ exatamente o caso aqui. Fazer quem você ama admitir que é um alcoólatra é um mito!\nEle não precisa admitir que é um alcoólatra para parar de beber. Ele precisa apenas ter interesse em ficar sóbrio.\nÉ justamente quando você lida com o alcoolista do jeito certo, que você vai criar esse interesse nele em parar de beber. E com isso ele pode ou não admitir que tem um problema com álcool. Muita gente para de beber e quando você pergunta porque a pessoa parou ela não diz que é porque era alcoólatra. Muitos respondem simplesmente que não querem mais beber, que acham melhor ficar sem beber.\nE eu não estou aqui só para dizer minha opinião. Um compromisso meu aqui com você é trazer as informações de qualidade e você é quem vai julgar e escolher em que acreditar.\nEntão deixa eu te mostrar o que dizem pesquisas científicas sobre isso.\nVárias pesquisas mostram que admitir que é alcoólatra não é um fator que está relacionado a parar de beber. (Lemere, O´Hollaren \u0026amp; Maxwell, 1958; Trice, 1957).\nPerceba como é claro isso se você olhar e refletir sobre isso. Muita gente admite que é alcoólatra e usa essa informação justamente como desculpa para seguir bebendo e não se esforçar para parar de beber.\nE mais que isso. Já está comprovado também que forçar alguém a admitir que é alcoólatra piora as chances dele parar de beber. E até mesmo que quando você fica tentando forçar quem você ama a admitir que é alcoólatra faz ele piorar e querer beber mais ainda (Orford, 1973).\nExistem vários motivos para isso, motivos relacionados a natureza da mente humana. E vou falar mais sobre isso em outras postagens mas aqui eu quero te explicar de uma forma simples para que fique claro para você e que isso te ajude a acelerar seu caminho de fazer quem você ama parar de beber.\nE eu vou aqui falar para você sobre duas hipóteses do porque é desagradável e improdutivo tentar fazer quem você ama admitir que é alcoólatra:\n1) Ninguém quer ser rotulado como algo que as pessoas tem tanto preconceito. A ideia de ser um alcoólatra, apesar de ser uma doença mental, por conta da desinformação da maioria das pessoas, traz consigo um peso socialmente negativo por conta do preconceito. Muitas pessoas associam erroneamente esse tipo de doença com falha de caráter, com egoísmo, com fraqueza moral. Ou até mesmo imaginam que um alcoólatra é aquela pessoa que vive embriagado 24 horas por dia, que não tem trabalho, que não tem emprego, que está num estágio terminal.\n2) É um luto descobrir uma limitação ou uma doença. Para qualquer pessoa, descobrir e reconhecer plenamente que possui uma doença grave é difícil. Existe um processo emocional de luto. Não é uma informação qualquer. Há uma sensação de perda muito grande. E ocorre um estágio de choque e negação, como com qualquer outra grande má notícia, como proposto por Kübler-Ross (1994). (Só para ilustrar os estágios descritos pelos autores citados: Negação, raiva, negociação, tristeza e aceitação).\nO que eu quero dizer com isso é que reconhecer que está com um problema grave, com grandes limitações e impactos negativos para si e para os outros, como o alcoolismo, não é uma informação \u0026ldquo;fácil de engolir\u0026rdquo;. E informações assim precisam ser enviadas ou comunicadas de formas produtivas. Confrontar o alcoolista fazendo ele admitir é o oposto disso. É justamente tornar mais penoso e as vezes até impossível o processo de fazer ele reconhecer as próprias dificuldades e a necessidade da própria mudança.\na maioria das pessoas significativas da vida do alcoolista, quando vai tentar ajudá-lo, acaba justamente piorando a situação quando tenta forçar ele a admitir\nE é porque a maioria das pessoas significativas da vida do alcoolista, quando vai tentar ajudá-lo, acaba justamente piorando a situação quando tenta forçar ele a admitir. O que causa mais resistência nele em mudar como você já entendeu e que ainda frustra muito o familiar.\nPorque a expectativa de que fazer o alcoolista admitir é o primeiro passo para ele parar de beber acaba não se concretizando.\nE qual passa a ser a compreensão do familiar?\nVocê acha que o normal é o familiar aceitar que abordou o alcoolista do jeito errado ou que o problema é que o alcoolista é um \u0026ldquo;egoísta\u0026rdquo; que \u0026ldquo;não se importa com ninguém\u0026rdquo; e que \u0026ldquo;não liga para nada\u0026rdquo;?\nO típico é qualquer pessoa achar que o problema é o outro! E a crença de que fazer admitir é o primeiro passo para parar de beber vai, dessa forma, matando milhares de pessoas e destruindo milhares de famílias pelo mundo todo.\nNo fim das contas você acaba sendo vítima dessas informações erradas. E quando se trata de alcoolismo na sua família a desinformação pode e muitas vezes é fatal.\n\u0026ldquo;Mas, Vitor, se isso é tão perigoso e tão comprovado cientificamente como errado, como esse mito ainda pode existir e ser tão popular?\u0026rdquo;\nOs motivos são vários. Mas eu quero antes de tudo, expressar um profundo respeito por uma das instituições que divulga essa informação num contexto particular e diferenciar isso do que eu estou tratando neste artigo.\nOs Alcoólicos Anônimos tem como o primeiro dos 12 passos para a sobriedade, este:\n1. Admitimos que éramos impotentes perante o álcool - que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.\nE você me pergunta: \u0026ldquo;Vitor, você acha que isso está errado?\u0026rdquo; E eu te respondo. Não acho que isso está errado. O meu compromisso é com o que funciona. E se isso funciona para eles, tá tudo certo para mim.\n\u0026ldquo;Agora você está se contradizendo, Vitor! Fiquei confuso!\u0026rdquo;\nNão há contradição no que estou dizendo. Peço sua atenção agora. Os alcoólicos anônimos são uma entidade antiga que prega um caminho que funcionou para eles. E eles oferecem grupos de ajuda mútua para alcoolistas que desejam apoio não profissional para parar de beber. E eu não vejo problema algum nisso. E a ciência mostra que quem frequenta reuniões de AA tem mais chance de ficar e permanecer sóbrio. Isso não significa que serve para todos.\nE isso não significa que admitir que é alcoólatra é o melhor caminho para todos.\nInclusive não é o melhor caminho para todos. Como eu te mostrei nas pesquisas científicas acima.\nAdmitir que é alcoólatra com autonomia e com a intenção, com a justificativa de parar de beber por perceber e reconhecer que para ter uma vida valiosa para e permanecer sóbrio pode ser ótimo!\nLeia bem, eu disse justificativa e não desculpa. Isso é muito diferente.\nJustificativa é aquilo que usamos para justificar uma ação positiva.\nDesculpa é aquela mentira que uma pessoa conta para si para não ter uma ação positiva.\nO problema está na estratégia para fazer o alcoolista reconhecer não o rótulo, mas sim a necessidade de mudança.\nVocê, familiar, confrontar e tentar obrigar o alcoolista que você ama a se rotular dessa forma atrapalha vocês dois.\nSe quem você ama precisa parar de beber e não fez isso ainda, isso só significa que você acordou primeiro para a necessidade de mudança. E é isso que ocorre na maioria das famílias.\nE se você aproveitar que você percebeu essa necessidade de mudança nele(a) antes, você só precisa aprender como fazer ele parar de beber. Como fez a \u0026ldquo;Zélia\u0026rdquo; que fez o esposo parar de beber pela primeira vez após 36 anos de casamento).\nO foco precisa estar na solução, na necessidade de mudança, na responsabilidade, na qualidade do relacionamento, nos interesses que o alcoolista tem mas que estão sendo atrapalhados pelo álcool. Ele não precisa admitir, ele precisa querer parar de beber. E esse desejo de parar de beber, sofre uma forte influência das suas atitudes. Basta você usar os estímulos certos para plantar as sementes da sobriedade.\nE se você quiser entender melhor sobre essa assunto, eu gravei um episódio do Podcast ACA só sobre isso:\nE agora ao ler isso, qual foi sua reação? Não acreditou? Ficou com mais esperança? Sentiu raiva? Barganha? Tristeza? Aceitação? (hehehe!) As vezes é um luto para quem tá começando a me acompanhar, para fazer essa virada de chave na mentalidade. E eu sei que essa informação pode ser um pílula amarga para algumas pessoas, porque é mais prazeroso a gente perceber nossos acertos do que enxergar possíveis erros. Mas é olhando para o que a gente pode estar fazendo de errado para corrigir nossas ações, que podemos conquistar uma vida melhor para nós e para que amamos. Pelo menos é nisso que eu acredito.\nE aí, você já acreditou nessa história? Já tentou forçar quem você ama a admitir que é alcoólatra? Deixe seu comentário abaixo.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/o-que-acontece-quando-voce-tenta-fazer-quem-voce-ama-admitir-que-e-um-alcoolatra/","summary":"\u003cp\u003eSe você sofre por conta do alcoolismo de quem você ama, você nunca mais pode cair nessa armadilha, pois pode custar a sua paz e até mesmo a vida de quem você ama.\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eE calma, eu não quero te assustar. Eu só preciso ser enfático para esclarecer para você que existem mitos do alcoolismo que podem sugar a sua energia e te afastar do seu objetivo de que a pessoa que você ama fique sóbria.\u003c/p\u003e","title":"O que acontece quando você tenta fazer quem você ama admitir que é um alcoólatra"},{"content":"\nComo o remédio ajuda o alcoolista parar de beber?\nAtravés de alguns efeitos que possam reduzir sintomas de abstinência, reduzir um pouco o desejo impulsivo de beber, etc\u0026hellip; Nenhum remédio faz o alcoolista decidir que o melhor para ele é parar de beber! Na idade média achavam que o que poderia fazer o alcoolista parar de beber é causando sofrimento para ele. Pra ver se assim ele iria aprender a lição. Mas isso só tende a piorar mais ainda o alcoolismo, a fazer ele querer beber mais ainda.\nPercebe a ilusão e o imediatismo dessa mentalidade?\nDaí muitos familiares acabam ouvindo \u0026ldquo;super conselhos\u0026rdquo; de quem não entende do assunto, dizendo que a solução é dar um remédio escondido, que isso é o jeito mais fácil e rápido de acabar com o problema. E sempre tem um que diz que essa palhaçada deu certo. Até porque até o relógio parado acerta o horário 2 vezes por dia, não é mesmo?\nQuero te contar uma velha história, que você já conhece mas que é cheia de sabedoria.\nEra uma vez 3 porquinhos. Um fez uma casa de palha, outro fez uma casa de madeira e outro fez uma casa de tijolos\u0026hellip; Você já sabe o final dessa história, mas talvez, pela pressa e desespero, ainda não tenha percebido que para fazer quem você ama parar de beber, você também precisa de uma \u0026ldquo;casa de tijolos\u0026rdquo;.\nPensa aqui comigo um pouco, sério mesmo. Qual é o pensamento do alcoolista que não quer parar de beber? Quando tá triste ele faz o que? Quando tá feliz ele faz o que? Quando tem um problema ele pensa em resolver como? Quase sempre ele vai pensar que a melhor solução é beber!\nPercebe a ilusão e o imediatismo dessa mentalidade?\nO que mais te incomoda no alcoolista que você ama? Não é justamente ele tomar decisões impulsivas que não só pioram as coisas? Não é justamente ele mentir, fazer promessas de que vai parar ou ele simplesmente não enxergar o problema como um todo? (\u0026ldquo;Eu to com dor de cabeça por causa do frio e não porque eu tomei todas ontem\u0026rdquo;, etc\u0026hellip;).\nNão é justamente ele não valorizar o relacionamento e o longo prazo?\nEntão como é que alguém pode achar que a solução para isso é você mentir para ele?\nEntão como é que alguém pode achar que a solução para isso é você mentir para ele? E eu te digo, é possível se a sua mentalidade para resolver esse problema seja inconsequente e imediatista.\nExatamente a mesma mentalidade que você quer combater no alcoolista.\nVocê quer que ele deseje parar de beber, não é mesmo? Você não quer passar o resto da vida correndo atrás dele para impedir que ele beber, não é mesmo?\nEntão comece a nutrir a mentalidade certa em você. Busque informações coerentes com a mentalidade que você deseja para sua família.\nE se você ainda não se convenceu de que dar medicação escondida para o alcoolista é uma péssima ideia, vou te dar mais alguns argumentos.\nNão é ético dar qualquer medicação sem o consentimento da pessoa que vai tomar. (A não ser que seja uma pessoa considerada legalmente incapaz por avaliação médica especializada).\nNão é eficaz para ele parar de beber.\nSe ele descobrir, que reação você acha que ele teria? E se ele não descobrir, como seria para vo\ncê fazer com que a mentira fosse algo aceitável no seu relacionamento com ele? (\u0026ldquo;Ah, Vitor, mas eu acho que é uma mentira aceitável.\u0026rdquo; Ele também pode achar que mentir para você seja aceitável, e aí? Fica bom assim? Claro que não!).\nEle pode morrer dependendo da mistura da medicação com o álcool ou de condições de saúde que ele possa ter. \u0026ldquo;Tá, Vitor, mas o que eu faço então?\u0026rdquo;\nPerceba que o alcoolismo se alimenta de mentiras, brigas, discussões, manipulações, imediatismo, falta de auto responsabilidade (vitimismo). Então não combata fogo com fogo! Isso é alimentar o ciclo do alcoolismo na sua família.\nEntenda que a melhor ferramente que existe para ele parar de beber, é VOCÊ! Se você souber como lidar com o alc\noolismo dele.\nFaça o oposto disso, busque compreender:\nComo você se relaciona com ele.\nSe você ajuda a tornar a ideia da sobriedade mais agradável.\nSe você ajuda a tornar a ideia de continuar bebendo menos desagradável.\nSe você está se comunicando de formas efetivas (\u0026ldquo;palestrar para ele sobre os males do álcool para ele parar de beber não é uma forma efetiva!\u0026rdquo;)\nAssuma responsabilidade pelas suas atitudes. Que por mais duro que isso possa ser, você sempre vai estar incentivando a sobriedade ou o alcoolismo, mesmo que você não entenda isso. Então busque compreender melhor para seu benefício e de quem você ama.\nFiz um vídeo falando mais sobre isso:\nBora quebrar esse ciclo do alcoolismo? Comenta aqui abaixo se você já entendeu isso.\n","permalink":"https://www.amorcontraalcoolismo.com/posts/vale-a-pena-dar-remedio-escondido-para-o-seu-familiar-parar-de-beber/","summary":"\u003cp\u003e\u003cimg alt=\"Image 1\" loading=\"lazy\" src=\"/content/images/2026/04/a27d24_f443dd53c0824a6ba912a17fc1a3548e-mv2.png\"\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eComo o remédio ajuda o alcoolista parar de beber?\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003eAtravés de alguns efeitos que possam reduzir sintomas de abstinência, reduzir um pouco o desejo impulsivo de beber, etc\u0026hellip; Nenhum remédio faz o alcoolista decidir que o melhor para ele é parar de beber! Na idade média achavam que o que poderia fazer o alcoolista parar de beber é causando sofrimento para ele. Pra ver se assim ele iria aprender a lição. Mas isso só tende a piorar mais ainda o alcoolismo, a fazer ele querer beber mais ainda.\u003c/p\u003e","title":"Vale a pena dar remédio escondido? 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